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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Tic tic nervoso!

Quando o ano termina chega a hora de fazer listas. Seja de promessas ou de pedidos, elas quase sempre estao por lá na hora da contagem regressiva. Eu congfesso que sempre faço milhares delas, mas nunca consigo cumprí-las. Só por isso, resolvi inovar! Nada de mil e uma resoluções para 2010, mas sim lista de bizarrices que podem muito bem me deixar em paz nesse novo ano.

1. Qual é a musica? Basta ouvir qualquer palavra pra eu sair cantarolando a primeira que aparecer na minha cabeça no meio de todo mundo e em qualquer lugar. Vale sertanejo, pagode e até Calypso.

2. Inquietude facial. Não consigo manter a mesma expressão por mais de alguns minutos. Vivo parecendo o Máscara por ai.

3. Compulsão. Nunca fui de roer a unha, mas tenho uma paixão incontrolável por mordê-las. Dedo na boca e esmalte detonado quase o tempo todo.

4. Só na tremidinha. Assim como a face, meus pés também não sabem muito o significado de ficarem quietos. Não consigo parar de mexê-los por um único segundo. E isso irrita MUITA gente.

5. Dançar na frente do espelho. Alguns podem nem achar isso tão estranho, mas eu acho bem esquisito só conseguir dancar na frente de um espelho.

Post para o site do TDB : Lista das cinco manias mais bizarras.

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Diretamente de Gravatal, SC. Voltei pra postar a última pauta do TDB de 2009. Obrigada pelos comentários no texto anterior. Respondo todos em 2010. Aproveitando, FELIZ ANO NOVOOOO!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O ano termina...

É natal lá fora. Todas as casas estão acesas, com as árvores armadas e os presentes sob elas. Família reunida, com muita música, festa e alegria. Crianças dormindo, sonhando com o raiar do dia e a montanha de presentes. Centenas de natais diferentes em vários pontos do mundo, mas uma semelhança: esperança.

Quando chegam as festas de final de ano e díficil não acender a chama desse sentimento tão nobre. Um ano se vai e o outro chega para renovar nossas energias e nos brindar com novas alegrias, novas surpresas e, porque não, novas tristezas.

No último post do ano, eu acredito que só tenha a agradecer. Comecei mal 2009, eu confesso, mas não teria derrubado 1/3 das lágrimas se eu soubesse que receberia tantas bençãos ao longo do ano. Meu Deus, como fui sortuda nesses 365 dias heim?

Abrir um ano com um novo emprego em uma assessoria de imprensa foi de cara um desafio que eu me arrisquei a enfrentar e deu certo. Quem diria que eu ia permanecer por tanto tempo. Um ano com direito a segunda dose de Fashion Rio em 2010 e mais uma infinidade de desafios; Aniversário especial, sem dia 29 esse ano, mas com a presença dela. Sim, a melhor amiga , Mariana, que faz as datas comemorativas serem tão mais especiais. O carnaval também foi ao lado dela e de um, digamos, desafeto que se revelou grande amiga. Obrigada por me aceitar Lalá!; Uma conquista inesquecível com a participação no Tudo de Blog da Capricho. Reconhecimento, meninas maravilhosas como companheiras de trabalho, um encontro especial com parte dessas escritoras sensacionais e grandes amigos atráves do blog que vieram parar aqui por me verem no site e nas páginas da revista teen mais famosa do país.

Se ano passado tinha tido a perfeita viagem a Argentina, esse ano conhecer Maringá foi tão divertido quanto. Descobrir que aquele amigo existia mesmo e poder abraçá-lo não teve preço , sabe Bruno? E muito menos conhecer aquele príncipe Daniel disfarçado de galinha pegador. Acontecimentos inesperados e lembranças tranquilas e felizes daquele sorriso e daquele olhar matador; Rio de Janeiro também não ficou fora da rota e trouxe mais amigos e uma nova família linda que eu sei que posso contar sempre, de coração.

E o que dizer dos shows, festas, baladinhas e afins? Jason Mraz com direito a foto com o grande vencedor do ídolos, Saulo Roston e acompanhada da sister mais parceira e amiga de todos os tempos. Marcella, como causamos esse ano não? rs E o que dizer então da micareta e a banda Eva me levando para lá e pra cá no meio da multidão; Sem esquecer do meu maior ídolo Christopher Uckermann e o pocket arrasador em junho; Pra fechar Catch Side embalando meu sábado a noite com fotos com os integrantes na saída.

Amigos reencontrando o caminho do meu coração, como as velhas parceiras de colégio. Paula, Melina, Juliana, como viver sem vocês? Apesar de brigas, distância ou implicâncias são tudo na minha vida. Base sólida que eu aprendi a amar e não sei viver sem; Reaproximações e perdão, esquecemos as desavenças do passado não é José Emílio? Amizades se fortaleceram como com aquele velho amigo Tiago e com aquela amiga distante, mas que mora logo ali no coração né Luana?

Finais de alguns ciclos. Pois é, a faculdade de Jornalismo ficou para trás. Sou jornalista com diploma na mão SIM! Orgulhosa da minha profissão e pronta para encarar o mercado. Lado a lado, agora, só os amigos que ela me trouxe. Que quinteto a gente forma não é? Bruna, Leandro, Klaus e Vivian. E, lógico, os agregados Carol e Cássio. Quantas risadas e quantos passeios, amigos secretos, bicos no Uno. O que seriam desses quatro anos se vocês não estivessem comigo?

Desisto, não há como falar de cada pessoa e cada passagem especial que marcou esse 2009. Ainda faltam os companheiros de Uckers-Sp e, deles, minhas gatinhas Cii, Luciana e Caah. Meus meninos Bru, Hig e Vitor. Altas madrugadas, altas conversas e altas revelações. Um chat muito louco que revelou pessoas incomparáveis. E, obviamente, este blog que trouxe a blogueira que vos fala, vocês! Sim cada um de vocês que passou o ano vindo aqui e perdendo uns minutinhos do seu dia para ler minhas baboseiras, meus textos da capricho ou só pra dar uma olhadinha. Não dá pra citar todos, mas vou citar um que representa muito bem cada um de vocês. Tiêgo, gatinho, obrigada pela força e pelas visitas constantes. Pelos puxões de orelha e por ajudar até no meu TCC.

Enfim, neste dia 25 de dezembro de 2009 quero deixar registrado meu muito obrigada a cada um que fez deste ano o melhor da minha vida. Deixo meus votos de que, em 2010, tudo que foi bom se triplique e, o que foi ruim, seja posto de lado e não volte a acontecer. Quero derramar muitas lágrimas de felicidade, encontrar muitas mãos para entrelaçar as minhas, muitos corpos para eu me encaixar em abraços, muitos sorrisos e muita história para dividir com quem eu amo. Obrigada por encherem de luz o meu ano e por me fazerem uma garota realizada. Que venham novas metas, novos amigos, novas viagens e novas aventuras, afinal o ano termina...mas nasce outra vez! ♥

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O post ficou enorme, mas eu precisava expressar minha gratidão a todos vocês! Finalmente atualizei todos os comentários e respondi um a um com todo o carinho do mundo. Obrigada pela paciência em me lerem e em esperarem minhas respostas. Pois bem, to indo viajar e só volto para casa em 2010 com novas energias e novos posts pra vocês. Feliz natal e um ótimo ano novo para todo mundo!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A evolução da salada mista

Antes era assim: abraços, aperto de mão ou um selinho que, quase sempre, acabava virando o primeiro beijo. Hoje a coisa é um pouquinhos mais evoluida. Pulseirinhas coloridas de silicone são estouradas para dizer se vai rolar uma "dentadinha de amor" ou um sexo, sem mais pudores. Essa nova moda é extremamente absurda, mas de nova, não tem nada. As pulseiras em questão são usadas pelos adolescentes desde que eu era uma: há oito anos atrás. Sempre estouraram sozinhas e nunca significaram nada além do que são: artigos (diga-se de passagem, bem cafonas!) de moda. Eu admito que eu usava as tais e ainda tenho um trilhão delas guardados em uma caixinha e, se eu ainda gostasse, continuaria usando numa boa. Afinal ninguém vai me obrigar a fazer sexo só porque arrebentou uma das minhas pulseirinhas ou coisa do tipo. Acho mesmo que ao invés de impor limite e restrições ao uso do acessório, tá na hora de pais, professores e mídia conversarem cara a cara com esses jovens. Tá mais do que na hora de jogar limpo e mostrar que sexo, diferente da salada mista, dadinhos do amor ou pulseirinhas, não é brincadeira!


Posta para o site do TDB: Pulseirinhas do sexo

- Beleza eu to atrasada e não cumpri a minha promessa, eu sei! Então não vou prometer desta vez, mas sim me comprometer em responder todos os comentários anteriores até o final do dia. Farei o impossível para isso!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Atacando de Mãe Diná(da)

Cartas, búzios, runas, astrologia e numerologia já estão fazendo suas apostas para 2010, o ano do tigre e da intensidade. Pois bem, sem consultar nenhuma dessas coisas, digo que Miley Cyrus será o novo escândalo do pop dando a luz a um filho que, só Deus pra saber quem é o pai. Britney surpreenderá convertendo-se ao budismo e dando adeus as loucuras mundanas; Lady Gaga e Beyoncé continuarão sendo as rainhas das baladas com novas letras grudentas e dançantes; No Brasil, Silvio Santos pode ser um dos próximos na lista de chamada do céu junto com a Hebe e o Roberto Carlos; Nos esportes a seleção vai acabar perdendo na final para Argentina por 1x0, gol do Messi. Rubinho Barrichelo vai finalmente ser campeão na Fórmula 1 e anunciará sua aposentadoria; Economia e política continuarão sem muitas mudanças: escândalos, pizzas, quebras e falências. Já a natureza dará um show a parte se revoltando contra o homem. Mas entre mortos e feridos, em 2010 todo mundo vai contar os dias na folhinha para que chegue 2011 e comece tudo outra vez.

* Post para o site do TDB: Previsões para 2010.

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*Pela milésima vez, comentários atrasados =/ Amanhã a noite vou colocar tudo em ordem. Obrigada pelo carinho e pela paciência. ;*

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dose Dupla

Ela teria exatamente os mesmos olhos, o mesmo cabelo, o mesmo nariz. As roupas seriam iguais, as expressões também. E eu ia ter certeza de que aquilo não era um reflexo do espelho. Ela era eu. Ou eu seria ela? Tudo muito igual e ao mesmo tempo tão diferente. Passaríamos toda a infância aprontando todas e confundindo muita gente ao trocar de lugar. E, por não ter os mesmos gostos e as mesmas opiniões, íamos ser uma combinação explosiva e problemas em dobro para a humanidade. Faríamos a linha gêmeas Olsen e nos divertiríamos muito na infância. Mas, com tempo, a diversão ia ficar enjooativa. E ser cara de uma, fucinho da outra já não seria tão legal assim. Íamos cansar de brincar de xerox e de viver uma como cópia da outra. Um corte diferente, uma cor de cabelo diferente e um estilo diferente. Identidade e luz própria a partir de então, mas a mesma irmandade e cumplicidade de sempre. É, ter duas de mim por ai não seria assim tão mal no final das contas.
*Post para o TDB: O que vocês fariam se tivessem uma irmã gêmea?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Virou disco voador

Todo final de ano é a mesma tortura. Se consigo escapar da praga de tirar alguém que eu não conheço ou, principalmente, alguém que eu não gosto no amigo secreto, posso esperar que lá vem algum presente bizarro para acabar com a minha alegria. Geralmente são coisas sem nexo ou que eu jamais vou usar. Exemplo inesquecível foi o CD do Leando e Leonardo que eu ganhei numa dessas tentativas. Nada contra sertanejo, mas eu sempre deixei claro que essa dupla em especial não me agradava. Agradeci com a cara de paisagem e fui trantando logo de achar uma utilidade para o presente: virou um frisbee.

*Pauta para o site do TDB: Qual o pior presente de amigo secreto que vocês já receberam?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Daquilo que eu chamo de amor

Nunca tive a sorte de trombar com o meu ídolo andando tranquilamente por aí. Nunca consegui vê-lo no hotel ou no aeroporto. Admito que paguei (e muito bem!) para conseguir ficar cara a cara com o objeto do meu fanatismo. Sabendo o dia e a hora do encontro, treinei semanas durante horas e horas na frente do espelho o que dizer e como agir. Nada de fã escandalosa. Iria conversar com ele numa boa, perguntar sobre a carreira e os novos projetos dele, pedir uma foto, um autógrafo. Mas bastou colocar a cabeça para dentro da sala e vê-lo ali em carne e osso que eu já não lembrava mais de nada. Foi um apagão pior do que o de Itaipu. O choque foi tanto que não consigo, até agora, saber o que eu disse e o que eu fiz. Sei que fiquei olhando para ele hiptonizada por aquele sorriso como uma criança de cinco anos, sem qualquer reação. Nem choro, nem grito, nem nada! Me sentia anestesiada pelo momento, pela emoção. Não dá pra explicar o que se passa na nossa cabeça nessa hora e, muito menos pra medir nossa reação. Duas fotos e um postal autografado depois, senti uma sensação de reticências, de um encontro inacabado. Queria voltar naqueles segundos e dizer com a boca cheia: Christopher, eu te amo! ♥

Um dia te habré de alcanzar, amor! - Cinco de junho de 2009

Post para o TDB: O que você faria se esbarrasse com o famoso que mais ama?

domingo, 22 de novembro de 2009

E daí se ele for?

Criticaram porque o Cebolinha falava errado, porque o Cascão não tomava banho, porque o Luca era um cadeirante, porque o Chico Bento era caipira, porque a Mônica abusava da violência. Reclamaram quando os gibis viraram mangá e quando histórias secundárias, como a da Tina, ganharam o próprio quadrinho. Agora a moda é questionar a entrada de um personagem possivelmente gay nas páginas das revistinhas. Sempre que se mexe nessa ferida da sociedade há motivos para discussões calorosas: o preconceito com o diferente. Ninguém aceita muito o que "foge dos padrões" e, na minha opinião, foi isso que o Maurício fez a vida inteira e só confirmou com o Caio. Não acho que ele tenha querido gerar toda essa polêmica, nem ganhar dinheiro em cima disso ou promover a revista da Tina. Era só um meio de tentar ensinar desde cedo que não tá com nada excluir alguém pela opção sexual ou qualquer outra diferença. Não vejo mau nenhum nisso, muito pelo contrário. Torço para que o Caio ganhe cada vez mais espaço na revista e se revele abertamente como gay.


* Post para o site do TDB

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Se o mundo acabasse em 2012, eu...

Não mudaria nada da minha rotina. Ignoraria o fato de que o fim estava próximo e continuaria aproveitando cada segundo da minha vida. Festa, balada, família, amigos e carreira. Seguiria me doando 100% aquilo que eu amo e, quando chegasse a hora, morreria feliz.

*Pauta para o site do TDB: Se o mundo acabasse em 2012, eu...
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Nota da autora¹: O post é micronano por pedido da pauta.
Nota da autora²: Hoje eu responderei TODOS os comentários sem exceção. Obrigada pela paciência e, claro, pelo carinho.
Nota da autora³: Estou viciada em Asher Book e suas músicas do V Factory (banda do ex da Tisdale, isso mesmo!). Vou tentar fazer um post sobre isso em breve.

domingo, 15 de novembro de 2009

Voltando a fita

Ah, seu 2009 quantas surpresas boas e quantas supresas ruins o senhor me reservou. Passagens que eu prefiro não lembrar, lágrimas que eu preferia não ter derrubado, medos que eu não gostaria de ter vivido. Outras tantas que eu rezo para não esquecer como o brilho nos olhos, novos amigos, novos amores, novas experiências. Uma faculdade de jornalismo concluída depois de um TCC que deu trabalho, mas foi aprovado com louvor; uma pessoa especial fazendo parte de um momento inesquecível; viagens a novos lugares; um emprego inesperado; a participação no Tudo de Blog; o abismo com os amigos de longa data; o desespero de decepcionar; a saudade de cada detalhe que ía ficando pra trás...Num balanço, dias de sol sempre foram em maior número e a minha felicidade jamais se apagou por trás de qualquer que fosse o perigo e a tempestade a se encontrar nesses doze meses. Senhor 2009, obrigada pelo ano intensamente vivido e devidamente marcardo. Que você vá embora, como deve ser, e deixe apenas as lembranças de um ano maravilhoso presas a minha memória!

*Pauta para o TDB: Como foi o seu 2009?

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De novo estou super atrasada com os comentários, mas juro responderei tudinho assim que der. Obrigada pelo carinho.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De sainha

Tamanho da roupa não costuma ser um problema por aqui. A começar pela loira do Tchan e até chegar na feira do funk, nunca vi ninguém linxar a Carla Perez ou a Mulher Melancia pelo comprimento das vestes. As pessoas até gostam e, inclusive, essas peças que só cobrem o muito necessário, tipo tapa sexo no carnaval, viram moda na maioria dos casos. Mas tanta tolerância passou longe da Uniban no episódio da Geisy, a loira do vestido rosa (horrível!) que causou todo um bafafá nas últimas semanas. Dois mil alunos pararam a Universidade para filmar, fotografar e, literalmente, atacar a moça. Todo mundo errado e todo mundo com culpa no cartório! Aluna, estudantes, faculdade e mídia pisaram feio na bola, cada um a seu modo. Mas entre expulsão, revogação, lágrimas de crocodilo, discursos moralistas, manifestações, opiniões distintas e horas de cobertura jornalística sobre o caso, a única que saiu ganhando foi a própria Geisy. Alguém dúvida que ela vai virar a fruta da vez ou a capa da Playboy?


*Pauta para o site do TDB: Episódio Uniban. Qual sua opinião?


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Senta lá Enade!

Domingo, meio dia e quinze. Pontualmente eu estava na porta do Colégio Anchieta em São Bernardo a espera do ínicio do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Era a hora marcada no meu cartão, porém os portões nem estavam próximos de serem abertos. Me juntei ao batalhão de outros alunos que se acumulava na porta. Enquanto eu procurava um rosto conhecido para me fazer companhia fiquei prestando atenção nos comentários dos grupinhos ao redor. Impressionante! Ninguém estava ali por espontânea vontade. Todo mundo já se preparava para fazer um exame coxa e sair da sala em menos de 15 minutos, já que como inovação a prova não teria tempo mínimo. Não ouvi uma única pessoa dizer que acreditava na prova e iria se dedicar para fazê-la valer. Eu? Estava de comum acordo com todos eles.
Não acredito nessa avaliação que foi vítima de suspeita de fraude logo depois do Enem; que enviou endereço de prova errado a vários alunos pelo país e que é realizada a cada três anos para medir o nível do estudante ao entrar e ao sair da faculdade. Olha que coisa, no primeiro ano não teve prova para mim! Vão medir exatamente qual conhecimento então?
Enfim, depois da longa espera. Subimos para a realização das provas. Mais preocupação com os aparelhos celulares do que com as questões em si. Eu tive que colocar meu telefone em um saquinho amarrado em cima da mesa, mas o nome do presidente do país veio errado na questão 19. Um "S" ocupou o lugar do "Z" no nome Luís do representante máximo da républica.
Menos de uma hora depois do ínicio da prova, entreguei meu caderno de respostas frustrada. Não respondi as questões dissertativas como deveria e pouco me dediquei a entender as questões alternativas. Ainda sim, garanti mais do que a metade da prova e, certamente, contribui de forma satisfatória para o IGC da minha Universidade.
Mas o que realmente ficou de toda essa aventura não foi a sensação de dever cumprido ou de felicidade porque aprendi o que o curso oferecia. O que está marcada é a lição de mais uma vez no Brasil, quando o assunto é educação, nada funciona.

sábado, 7 de novembro de 2009

Confissões

Eu confesso: chorei por você. Não fui forte, madura, inteligente o suficiente como eu pensei que fosse. Me incomodei com o nada, com o abismo enorme se abrindo entre a gente e a minha insignificância perante ele para reverter a situação. Sofri com o que eu li, com o que eu vi, com o que não era da minha conta. Acordei de um sonho e desabei porque não havia príncipe, não havia sequer um homem ali. Ele era só um garoto imaturo ou talvez nem tanto. Quem sabe soubesse exatamente o que fazia. Soubesse que estava me prendendo e me colocando friamente dentro de um jogo que eu não sei jogar. Fui só uma presa fácil. Tá legal, não era para ter me apaixonado. Eu tentei isso o tempo todo, mas eu não consegui. Foi sem querer, como tudo que aconteceu. Não tinha programado e não estava no script da minha vida. Nem sei se eu quis assim ou se era para ser assim. Já não sei que diabos estou dizendo, a única certeza que tenho é que já me perdi dentro de você e está difícil encontrar o caminho para sair. A luz que eu tinha, se apagou quando seus olhos se fecharam frente a mim e a felicidade que você me dera foi embora com a mesma rapidez que se instalou. Eu não consigo entender, não consigo enxergar, não consigo nem desistir...

"Espera aí!
Nem vem com essa história
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?"

(Vai - Ana Carolina)

domingo, 1 de novembro de 2009

Pink é ter atitude

Não ajudo crianças carentes, não recolho animais abandonados e nem faço campanhas para recolher alimentos. Não sou ativista em nenhuma ONG e não faço atividade voluntária. É que eu não preciso de atitudes gigantes para deixar o mundo mais Pink. Não por falta de vontade, mas por falta de tempo. Se não posso fazer tudo que gostaria, encho meu mundo de cor-de-rosa em pequenas atitudes. Cedendo o lugar no ônibus, me oferecendo para segurar as bolsas e sacolas de alguém, dando um sorriso sincero, explicando uma informação. Deixo meu mundo mais Pink quando me desapego das roupas, livros, ursinhos e faço uma doação anual para o bazar de um abrigo de idosos. É bom saber que outra pessoa vai poder usar algo que te acompanhou por tanto tempo e isso ainda será revertido em medicamentos e bem-estar para aqueles que trabalharam a vida toda. Detalhes, eu sei. Ações despercebidas, eu também sei, mas que fazem um bem inexplicável e dão um tom rosado ao lugar que nos cerca.

*Post para o TDB: Como você deixa o mundo mais pink?

sábado, 31 de outubro de 2009

#Hate

Me tirar do sério é mais fácil que empurrar bebâdo na porta da Igreja ou roubar doce de criança. Sou assim explosiva por natureza e quase tudo me irrita. Odeio quem enrola, quem não tem opinião, quem se finge de desentendido. Odeio fila, pessoas lentas no trânsito, quem grita ou precisa me tocar para falar comigo. Posso ouvir a uma distância razoável e não há necessidade de encostar em mim para me fazer prestar atenção. Me estresso com quem muda de uma hora para outra, com quem tem duas caras, com quem mente. Não suporto casais grudes, conversinhas moles e piadinhas estúpidas. Sofro se alguém mexe nas minhas coisas, principalmente, no meu estimado computador. Mas acima de tudo, odeio quando me deixam esperando. Não há nada mas irritante do que esperar uma resposta, um telefonema, uma pessoa que se atrasa, ou pior, que não chega nunca.

* Pauta para o site do TDB: O que tira vocês do sério?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sorria, você está sendo pesquisado!

Redes sociais nada mais são do que um grandíssimo BBB virtual. Acesso ilimitado 24 horas por dia. E nem me venha com essa de cadeadinho. Para achar informações sobre qualquer pessoa "normal", basta você ter o nome dela e jogá-lo no google. Dois segundos e pronto: Myspace, Orkut, Twitter, Facebook e uma outra infinidade de sites de relacionamento aparecem na tela trazendo tudo o que você precisa (e até o que não precisa saber!!). Não adianta, somos uma juventude dependente dessas relações "fakes". Não sei se foi porque a violência nos obrigou a ficar dentro de casa, se foi porque crescemos com o medo de relações interpessoais ou se por pura falta de tempo e comodismo, mas viramos escravos desse mundo cibernético. Eu, por exemplo, assumo, que sofro e me descabelo se não posso acessar meus perfils pelo menos umas mil vezes por dia. Minha vida está presa a isso aqui e não adianta me esforçar pra sair. Antigamente as pessoas se falavam por longas cartas que pombos correios demoravam dias para entregar. Na era digital em cinco minutos e uns três scraps a festa já está armada. A programação tem que ser boa e entreter todo mundo, afinal até a CIA já está nessa onda, dando uma espiadinha.

"Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut"
(Pela Internet - Gilberto Gil)

* Post para o site do TDB: O que vocês acham sobre as redes sociais?

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Galera, por causa do TCC eu sempre demoro a responder os comentários. Mas eu leio todos e respondo assim que der. PROMETO! Obrigada por todos eles alias e por todos os selinhos que eu recebi nesse tempo. Foram mais de 12 selinhos diferentes que eu não consegui postar, mas que eu quero agradecer de coração pelo carinho e pela lembrança.

domingo, 18 de outubro de 2009

De um jeito ou de outro

Foi sorte nascer naquele dia 29 de fevereiro. Sorte ter dado o primeiro beijo em outro 29 de fevereiro, naquele garoto especial. Sorte ter resolvido criar um fake e mais sorte ainda ter conhecido a melhor amiga do mundo naquele mundo que nem existe. Sorte ter outro 29 para ela aparecer aqui e me conhecer pessoalmente. Golpe de sorte também pode-se chamar o 29 de julho desta vez, quando Buenos Aires ficou logo ali, as aulas de espanhol valeram a pena e as brasileiras arrasaram na balada. Sorte ainda no 29 de novembro. Minha banda favorita a centímetros de distância. Eu falei com eles, eu os abracei. Sorte do dia que entrei para aquele fã-clube, para aquele time de blogueiras da minha revista predileta, para o dia que eu conheci o meu ídolo, para o dia que conheci aquele garoto, sem nem esperar conhecê-lo. Sorte eu ter sobrevivido aqueles maltidos dias no hospital, ter segurado a barra daquela doença na família,. Sorte eu não ter desistido dos meus sonhos mesmo quando eles viraram pesadelo. Foi sorte ter ficado em segundo lugar no final das contas, sorte ter mudado o projeto de TCC nos 45 do segundo tempo. Sorte eu acreditar que eu ainda tenho sorte com a Lei de Murphy morando ao lado.

*Pauta para a Capricho: Qual o dia que vocês lembram de ter tido mais sorte na vida???

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O que faz você feliz?

Na correria do dia-a-dia a gente nem dá valor. Passa por cima daqueles pequenos prazeres e esquece que as melhores coisas da vida não tem preço e que, existem dias, em que só aquelas coisinhas podem nos animar. Nos meus dias de cão, de desespero, de infelicidade plena, é aos meus prazeres secretos que eu recorro para achar o sorriso escondido detrás da cara amarrada. Um banho bem quente. Cantar até ficar rouca de tanto berrar para acompanhar a música no último volume e rir muito porque o vizinho se estressou com isso. Deitar com os pés na parede e a cabeça para fora da cama para ver se o sangue circula melhor mesmo nessa posição e consegue aliviar a maré de problemas. Escrever compulsivamente até gastar os dedos. Inventar desenhos abstratos e tentar compor uma música que sempre termina em uma letra bizarra. Sair da cozinha com tablete gigante de chocolate só para mim. Pão com requeijão as três da madrugada. Hambuguer congelado antes do jantar. Dormir no trem e no ônibus todo o sono atrasado da noite anterior. Deitar no tapete macio do meu quarto e ficar olhando pro ceu, brincando de contar estrelas invisíveis. Coisas tão pequenas e tão bobas para uns, mas que são as melhores coisas do mundo para mim.

*Pauta para a Capricho: Que pequenos prazeres vocês se permitem para animar um pouco a vida?

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Gente sei super que to atrasada para responder os comentários. Estou indo viajar em algumas horas, mas segunda-feira quando eu chegar prometo que vou responder todos com o maior carinho do mundo. Obrigada por quem me lê sempre, sem vocês esse blog não existiria certeza!! Beijos e um bom feriado pra todo mundo!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Enem furtado. Quem leva é você

Em 2005 o ENEM não tinha sido roubado, fraudado e nem ao menos tinha sofrido alguma tentativa de. Mas, caso ninguém lembre, também foi adiado. De agosto pulou para setembro pela pura falta de organização do MEC que não tinha se preparado para o crescimento no número de inscrições que quase dobrou de um ano pro outro. Eu fiz a prova naquele ano e quase morri com o um mês que tive que esperar. Resultado? Um Enem feito nas coxas. Passei metade do gabarito errado e não fui tão bem quanto deveria. Agora, quatro anos depois, no ano em que a prova foi reformulada e seria decisiva para um sem número de faculdades, nova desorganização. Prova roubada e vendida a imprensa dias antes da aplicação do exame. Tinha que ser Brasil! No país que só começa depois do carnaval, que ninguém se importa com nada, que tudo é uma palhaçada, mais uma vez, tudo vai acabar em pizza. Por outro erro, milhões de alunos vão passar praticamente o natal fazendo provas e acabando com todas as unhas na espera das demoradas notas. O descaso com o Enem é só mais um episódio para história desastrosa da educação no país que já virou sinônimo de vergonha.

* Pauta para o site do TDB: Qual sua opinião sobre o adiamento do Enem?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Se ninguém pudesse me ver..

Ao menos por 24h, eu seria uma fantasminha fanfarrona. Bem dessas que ia sair assustando todo mundo que não suporta, fazendo a xícara do café levitar, o computador desligar sozinho, deixando bilhetinhos anônimos e colocando aquela garota que dá em cima do meu namorado em uma situação bem vergonhosa. Mas com tão pouco tempo e tanto para fazer, eu ia ter que saber administrar bem o meu eu invisível. Ainda queria ler todos os livros possíveis da livraria, entrar em todas as sessões dos filmes, nos shows e nas peças de teatro sem pagar nada. Precisaria também de uns minutinhos para saber o que falam de mim pelas costas e, claro, o que ele realmente fala de mim quando está entre amigos. Na verdade, acho que eu ia precisar de bem mais do que um dia na invisibilidade para dar conta de tudo.

*Post para o site do TDB: O que você faria se pudesse ficar 24h invisível?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

It's not a little to late

Não foi tarde quando eu resolvi voltar atrás pela primeira vez na vida e pedir desculpas a alguém que eu tinha magoado, sem ao menos dar a chance dele se defender. Não foi tarde quando eu passei por cima do meu orgulho e dei o braço a torcer que estava apaixonada e precisava daquele menino. Não foi tarde quando eu esqueci o aniversário do meu melhor amigo e liguei no dia seguinte para dar os parábens. Não foi tarde quando eu optei por engolir o medo e encarei de frente os temíveis brinquedos do parque de diversões. Não foi tarde quando eu resolvi voltar a escrever depois da quase depressão. Não foi tarde quando eu descobri que não existe tempo que nos limite. Não existe hora certa para mudar o rumo daquela conversa ou para escolher outro caminho a se seguir. Não é tarde para assumir, para ganhar, para conseguiu ou mesmo para perder, cair e se reerguer. Nunca é tarde para corrigir, para ser melhor, para sorrir e, principalmente, para ser feliz.

"Nunca é tarde pra mudar
Nunca é tarde pra deixar o seu coração falar
Nunca é tarde pra dizer te amo"
(Nunca é tarde - Pimentas)

* Post para o site do TDB: Nunca é tarde para...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Porque você chegou...

Meu mundo virou de ponta cabeças e eu, que tinha desistido de me apaixonar, vi meu coração derretido, batendo mais forte, gritando no peito. Não sei se por querer ou por destino, me deixei perder no seu olhar. Sintonizei meus pensamentos aos seus e arrisquei novas sensações. Me senti como nunca havia me sentido. Entreguei cada parte de mim, sem medo de arriscar dessa vez. Não estava muito interessada no que ia acontecer amanhã e, se quer saber mesmo, ainda não estou. Prefiro viver o agora, na intensidade do que temos e que eu não quero deixar escapar. Eu quero congelar cada momento, cada toque e cada sorriso seu. Ah, esse sorriso! Vem me tirando noites de sono, ocupando todos os pequenos espaços da minha memória e irradiando luz nos meus dias mais sombrios. Foi por sua culpa que eu perdi o rumo ou quem sabe que eu ganhei um novo. Aprendi novas coisas com você e reaprendi outras tantas. Onde você estava que demorou tanto para me fazer tão bem? Trouxe cor, calor e alegria ao meu mundo que andava tão pálido, carente de paixão. E, de novo, já digo que não importa o que aconteça, sairei ganhando de todos os jeitos. Estou marcada por você. Só porque você chegou!
"Mas sei que o meu coração tá batendo mais forte
porque você chegou!"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu mereço!

Cartão vermelho para as minhas infantilidades, para o meu mau-humor matinal, para a minha sinceridade extrema, meu gênio forte, minhas grosserias e irresponsabilidades sem sentido. Hora de tirar as chuteiras e ir pro chuveiro mais cedo, ficar fora de alguns jogos para aprender a dar mais valor aos momentos e as pessoas. Expulsão para mim mesma!

*Post para o site do TDB: Para quem você daria um cartão vermelho?

sábado, 12 de setembro de 2009

Autobiografia na telona

A minha vida sempre foi digna de um roteiro cinematógrafico. As vezes, ela parece um filme japonês: chato, parado e assustador. Mas na maioria do tempo, vivo um sucesso de bilheterias carregado de características hollywoodianas. O filme começa trágico: logo cedo abandonada pelo pai e criada com muito esforço pela mãe solteira. Não é a garota popular do colégio, é nerd e gosta disso. Morre de amores por um dos gatos da escola, mas que só a vê como a amiguinha de infância. Passa um bom tempo nessa vida sem sal e sem açucar até ingressar na faculdade de jornalismo. Novos amigos e uma mudança de rumo na história. O amor platônico dá lugar aos amores e amizades virtuais. Cria um fake para ser tudo aquilo que nunca teve coragem e começa a viver dele, para ele. Ganha uma melhor amiga que passa a ser sua base. Tudo se torna real de novo. E a mocinha acanhada do começo do filme da lugar a uma mulher forte e cheia de atitude. Viagens e novas descobertas a levam para um Estado bem longe de São Paulo aonde ela vive. E bem quando ela tinha desistido do amor, o destino lhe aponta um novo caminho a seguir com novas aventuras, paixões e mistérios. Só o começo de um longa metragem que ainda tem muito para rodar.

*Pauta para o TDB - Minha vida daria um filme
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Ps. Comentários do texto anterior, respondo amanhã. Juro!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

São lembranças, bons momentos

Crescer não doí, mas traz saudade. Me assustei quando me vi mulher aos vinte anos. A imagem no espelho era de uma criança, mas as responsabilidades eram de uma adulta. Eu agora trabalhava, estudava, pagava as minhas contas, dirijia e respondia sozinha pelos meus atos. Acabaram as tardes na internet e, mais ainda, as longas horas brincando de casinha. A boneca cresceu da noite para o dia e, o que antes era pura diversão, virou realidade! Os sonhos, os lápis de cor, os brinquedos e os ursinhos foram parar em uma caixa debaixo da cama, junto com o diário que me acompanhou por tantos anos. Agora são só lembranças empoiradas. A maquiagem e o sapato de salto alto não são mais para imitar a mamãe, são agora item básico do meu dia-a-dia. Mas, mesmo com tantas mudanças, crescer não foi difícil, não me tirou nenhum pedaço e não foi nada traumático. Hoje, somos duas, criança e mulher no mesmo corpo, dividindo o mesmo espaço e muito felizes com a imagem que temos uma da outra.

Pauta para o TDB: Quando percebi que não era mais criança?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ever ever after...

Nada de príncipe encantado e nem de páginas e mais páginas de história que culminam em um "felizes para sempre". Meu conto de fadas tem gente de carne e osso! Nada de madrastas más, nem disputas desleais entre a mocinha e suas inimigas. Não existe briga de famílias ou dinheiro separando dois corações apaixonados. Na história da minha vida existem páginas e mais páginas repletas de momentos inesquecíveis e, tantas outras que não fariam falta se fossem arrancadas. Páginas que eu poderia ter mantido em branco. Eu não sofro de nenhum amor proibido e nem me faço de princesinha desprotegida. Meu livro não termina com um felizes para sempre, porque o meu para sempre é agora. E é nele que eu quero ser feliz.

sábado, 5 de setembro de 2009

Um eu sem mim!

Esquisita como só eu consigo ser, vivo em um dilema comigo mesma. Não sei se me amo ou me odeio mais. Tenho uma elevada auto-estima na frente dos outros, mas não suporto minha imagem no espelho. Meu nariz é desproporcional, o peito é pequeno e eu sou praticamente albina. Podia ser diferente e, por muitaJustificars vezes, eu penso que é. Mas, me martirizo tanto com isso que fiz desses os maiores defeitos em mim. Ninguém repara, mas eu sim! O incomodo é tanto que eu passo por cima das qualidades que dizem que eu tenho como o sorriso que todos elogiam, o pulso firme e a sinceridade que muitos invejam e os olhos azuis que muitos se perdem. Só que eu não vejo nada disso. Nada me atrai e eu acho que viveria muito bem longe de mim. Mas se eu não fosse exatamente assim, talvez, nao tivesse conquistado os amigos que me cercam, as pessoas que me amam e para as quais eu sou importante. Porque no fundo não importa a altura da sua auto-estima, importa aproveitar e se jogar de cabeça na vida. Afinal sempre vai ter alguém no mundo que te ame do jeitinho que você é!

*Post para o site do TDB: Eu me amo [?]

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu não sei...

Fingir que sou doce quando sinto raiva; rir quando tudo que eu mais quero nessa vida é desabar em lágrimas; ser simpática com alguém que eu não fui com a cara; não duvidar das pessoas; acreditar na inocência de certos atos. Não sei manter a calma quando o chão sai debaixo dos meus pés; pedir ajuda quando eu tenho problemas; desistir mesmo quando sei que é impossível; xingar quando estou brava. Não sei controlar meus sentimentos, parar meus pensamentos e concordar com alguma coisa só porque a sociedade diz que é legal. Não sei não ser desse jeito, não esbravejar quando vejo algo errado, manter a linha em certas situações. Eu não sei andar nos trilhos, respeitar todas as regras, seguir os caminhos que querem que eu siga. Não sei ser diferente, mais femenina, menos entusiasta, menos cabeça na lua. Na verdade, acho que eu não sei mesmo é ser menos! Não sei jogar como a maioria das pessoas, abaixar a cabeça para as injustiças, ignorar as mazelas mundanas e as da minha própria vida. Não sei ser mais um peão no xadrez do dia-a-dia, me movendo de um lado para o outro do jeito que as pessoas e as situações ao meu redor querem ou impõem. Não sei passar despercebida, calar quando quero gritar, fechar os olhos e tapar os ouvidos. E isso é só metade de tudo que não sei.

sábado, 29 de agosto de 2009

Amizade Monocromática

Passei a vida inteira discutindo com o meu melhor amigo as duas mil hipóteses dos meus constantes fracassos amorosos. Ele, pacientemente, ouvia cada uma delas e sempre dava um jeito de achar um defeito no tal garoto da vez. Mas como ele era menino e eu mais tapada que uma porta achava que isso acontecia por pura implicância mesmo. Até que, em uma dessas sessões fala que eu te escuto, ele lançou a última frase que eu pensaria em ouvir dele: eu gosto de você, muito mais do que como amiga! Foi um beijo e bastou para a gente perceber que não valia a pena nem tentar. A excelente química como amigos, não funcionava do mesmo jeito como casal. Um momento de silêncio sem graça e os dois cairam na gargalhada. A tentativa de amizade colorida tinha sido um fracasso. E o momento "bestfriendsinlove" acabou virando o maior mico das nossas vidas.

Pauta para o site do TDB: E se seu melhor amigo se apaixonar por você?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Viver...

Não construa muros envolta dos seus sonhos só porque um dia eles podem não se realizar. Não pense negativo só porque surgiu no meio do caminho para o paraíso uma pequena pedrinha. Não ignore o fato de que tudo que vai volta, que tudo muda e, o jogo pode se inverter. Não se esconda nos medos e não tenha orgulho por derrubar lágrimas. Tenha orgulho por secá-las e seguir enfrente, amanhã é um novo dia e você não sabe o que vai acontecer. Não se preocupe em resolver as coisas agora, pra que se elas só vão poder dar certo no futuro? Deixa que o tempo resolva tudo e, acredite, ele resolve muito mais coisa do que você pensa. Não acredite em tudo, mas também não pense que é mentira por um simples deslize. Não tema nada, caso você tenha a consciencia tranquila. Não sinta-se sozinha quando ainda tiver a você mesma. Se tinha tudo para dar certo e não deu, recolha tudo e recomeçe do zero. Nunca acredite que algo foi em vão, tudo tem um motivo de ser. Se errou, concerte. Se não der pra concertar, não repita o erro. Se fez alguém chorar não peça desculpas, simplemente faça algo que devolva a ela o sorriso. Se precisar voltar, volte. Tente quantas vezes for necessário. Se precisar gritar, grite. Não guarde nunca uma pergunta, um sentimento, uma dúvida....um TE AMO!

domingo, 23 de agosto de 2009

Para gostar da escola...

1. Intervalo mais longo. Em quinze, vinte minutos, não dá pra fazer nada. Já tentou ir a cantina, beber água, ir ao banheiro e ainda conversar com os amigos nesse tempo?
2. Reinventar as aulas de educação fisica. Novos esportes e curiosidades sobre eles. Chega de futebol, hand e volêi.
3. Mais aulas práticas do que teóricas. Ao inves de todo mundo sentadinho em uma sala de aula sufocante, aulas em jardins para aprender biologia e no parque de diversões para a física.
4. Armários. Temos uma agenda cheia e muito coisa para lembrar. Deixar as coisas no colégio facilitaria a vida.
5. Mudar o sistema de avaliação. Prova não prova nada. Muito melhor um sistema de avaliação por aproveitamento.
6. Nada de cadernos. E sim um notebook para cada aluno. Muito mais fácil de anotar e armazenar as informações.
7. República estudantil. Se conversar é sempre a melhor saída, porque não discutir as regras da escola com os alunos também?
8. Aulas optativas. As básicas a gente não pode tirar do currículo, mas porque não juntar a elas algumas que vão realmente nos interessar?
9. Abaixo as dobradinhas. Melhor criar um horário de aula que misture as matérias chatas com mais relaxantes.
10. Interação. Entre alunos, professores, pais e direção. A única saída para a melhora definitiva da educação nesse país.

Post para o TDB: Quais as 10 coisas que vcs fariam para deixar a escola mais legal?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vai! Tchau e bença!

O ato de levar um "pé na bunda" já faz tempo que entrou na minha lista de dez coisas que eu podia ter morrido sem saber, mas quiseram me ensinar. Deve ter sido castigo por, geralmente, ser eu quem dá o toco nos meninos que cruzam o meu caminho. Por isso com ELE, tinha que ser diferente. "Eu gosto de você, mas você está muito presa a mim e se não der certo vai acabar a nossa amizade". Para afirmar aquilo, no mínimo, ele era a própria Mãe Diná. Como ele sabia que a gente não daria certo e, que se não desse, íamos acabar a amizade? Outra coisa, onde foi mesmo que ele achou eu estava presa a ele? Não sabia que tínhamos virado siamêses ou coisa do tipo. Eu gostava dele, mas podia viver sem, sempre pude. Aquela era só uma desculpa esfarrapada para dizer um "Não, eu não quero você. Obrigado!" que, se deveria doer menos, não funcionou. Preferia uma dose letal a morrer com essa injeção de rejeição homeopática. Já que ia me mandar passear, ao menos podia ter sido criativo, ao invés de apelar para uma desculpa tão clássica, dizer que ia se mudar para marte ou que a ordem dos planetas não era auspiciosa no momento teria feito mais sentido.

*Pauta para o site do TDB: Qual o pior fora que vocês já levaram na vida?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Deixa a vida me levar!

Eu já não me incomodo em ter que esperar. Logo eu, que morri tantas vezes na véspera, cansei de sofrer por antecipação, de viver pensando no que poderia acontecer. Fossem coisas ruins ou boas, qualquer coisa que estivesse prestes (ou nem tanto!) a acontecer me destabilizava o suficiente para eu entrar em desespero e agonia. Os dias, as horas, nada passava. Eu mal dormia, mal comia e, principalmente, eu mal vivia. Ficava tão presa a um futuro que, para mim já era certo e, claro, catastrófico, que esquecia de aproveitar os momentos que passavam por mim. Não existia antes e durante, só um depois desastroso. Demorou, mas eu percebi que não há sentido em se desesperar por pouco. Afinal, tudo que parece muito, nunca é nada. Para que gritar, chorar e entregar os melhores anos das nossas vidas a ansiedade? Tudo segue um curso único e se encaixa se assim tiver de ser, no momento que tiver que ser. Agora já não me desespero mais, pois eu tenho certeza de que a hora sempre chega, a solução sempre aparece e o tempo sempre resolve, sofra eu por antecipação ou não. Melhor abrir a cabeça e no sentido literal, deixar a vida me levar para onde ela quiser!

*Pauta para o site do TDB: Você sofre por antecipação?

sábado, 8 de agosto de 2009

Sobre tudo que eu queria

Eu queria ter congelado o tempo pra não precisar voltar. Eu queria ter podido guardar comigo tudo aquilo que foi bom. Queria ter ficado com aquele sorriso no rosto que iluminava todos os meus dias. Queria não ter que chorar, mas sim voltar a secar as lágrimas daqueles que amo. Queria voltar no tempo e ficar por mais alguns minutos contemplando aquele horizonte ao por do sol. Queria ter prestado mais atenção em cada detalhe daquilo que eu vivia. Queria poder confiar de verdade em alguém. Queria ter aquele com quem dividir meus maiores segredos sem medo de ser julgada. Queria não ter medo do desconhecido e encontrar aquele que me completasse. Queria não ter que sofrer e nem passar por certas provas que o destino impõe. Queria não fraquejar e não desistir. Queria ser alguém melhor, livre de regras e das mentiras que aparecem pelo caminho. Queria não ter que cair e principalmente, não deixar ninguém que eu amo cair. Queria ter um amor correspondido. Relembrar aquele perfume, aquele gosto, aquela viagem e passar por tudo de novo. Queria olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo e logo em seguida ouvir dessa pessoa as mesmas palavras sinceras. Queria ser compreendida e também queria ser compreensível e compreensiva. Queria não ter gritado, não ter dito as minhas costumeiras grosserias. Queria não ter avançado o sinal, apressado as coisas ou ter deixado que elas passassem entre meus dedos. Queria não ter acreditado nas pessoas e me entregado de cabeças àqueles que não mereciam meu coração. Queria ter tido a coragem de revelar meus sentimentos antes que fosse tarde demais pra isso. Queria ter saido sem destino e ao final, ter encontrado um...queria tanta coisa e ao mesmo tempo que, no fundo, eu só queria não querer nada.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sincronicidade

Ninguém acreditava que eles se dessem tão bem, visto que eram tão iguais. Gostavam das mesmas coisas, tinham os mesmos planos e dividiam os mesmos sonhos. Pareciam siâmeses tamanha a sincronia que possuíam. Se entendiam pelo olhar, sabiam o que o outro estava pensando mesmo sem se ver, mesmo longe. Ainda que não se tocassem, se sentiam. Não importava muito a distância que estivessem, tudo tinha a mesma intensidade. Eles eram o encaixe perfeito. Eram um a peça que faltava na vida do outro. Contrariavam a lógica e provavam que, se opostos se atraem, pólos iguais não se repelem, mas se completam. Não tinham mais diferenças, as haviam superado. Mas ainda tinham a individualidade. Gostavam de fazer as coisas sozinhos, precisavam daquela liberdade e era por ela que viviam tão bem. Se amavam tanto que já conheciam os limites e os respeitavam. Até nisso eram iguais, eram passáros, animais selvagens, cães sem dono. Amavam-se a si mesmos antes do outro. Amavam a vida, os prazeres, as amizades, as coisas simples. Se encontraram por acaso e se entenderam por destino.

sábado, 1 de agosto de 2009

So...we're brothers!

Não somos irmãos por inteiro. Somos irmãos pela metade. Irmãos por parte de pai. Ironia do destino e o mesmo sangue correndo nas veias são as nossas únicas ligações. Ela não morre de amores por mim e ele nem sabe direito quem eu sou. Mas eu preciso deles de um jeito ou de outro. A nossa relação é complexa. Ela não existe de um modo real, mas no fundo, de um jeito meio particular, ela está ali. Não dá pra negar por mais que a gente queira. Sabemos que não tem como lutar contra isso, mas não sabemos como agir. Não sei o que sinto por ela. Mas não nego que ela faz parte de mim. Dele, sinto saudades. A convivência foi mínima, mas o amor o maior que eu podia dar. Somos diferentes, somos talvez estranhos uns aos olhos dos outros. Mas não há como negar que somos irmãos. Hoje, somos cada um por si, mas quem sabe um dia seremos três.

*Post para o site do TDB: Papo entre irmãos

domingo, 26 de julho de 2009

Everybody hates Tay?

Passei a vida sendo motivo de zoação no colégio. Tinha diversos apelidinhos e sempre me envolvia em problemas sem realmenter ter uma ligação direta com eles. Me esforçava para ser popular, interessante, bonita, mas a falta de talento esportivo e a mania de querer ser nerd não deixavam. Sem contar o azar que não me abandonava nunca. Se algo pode dar errado, acredite, comigo sempre dá. E mais, dá errado da pior maneira, no pior momento e do modo que cause o maior dano possível. Sou assim como o Chris, da série Everbody Hates Chris. Nos parecemos nisso e também em outras tantas características. Amadurecemos cedo demais e só descobrimos o valor que tínhamos depois de adultos. Somos excêntricos, marcantes e afiados. Mas a nossa maior semelhança é ter passado por quase tudo na vida, pelos momentos mais difícieis, rindo. Fazer de nós mesmos a melhor piada do mundo, foi um jeito incrivelmente divertido de viver.

* Pauta para o site do TDB: Que personagem de série de TV você é?

sábado, 25 de julho de 2009

Selinho


Ganhei mais um selinho para o blog. Estou gostando disso, me sinto feliz em saber que sou lida e que as pessoas gostam do que leem. Me sinto bem também se alguém quiser criticar. Adoro criticas construtivas porque adoro melhorar sempre. Mas enfim, ganhei esse selinho da Jennifer do blog: http://jenifferyara.blogspot.com/. Muito obrigada pela lembrança. Agradeço de coração.

Regras :
1. Postar o selinho e as regras.
2.Responder às perguntinhas:

1.Uma música mágica: Come on over - Christina Aguilera
2.Um filme mágico: De repente 30
3.Uma viagem mágica: Buenos Aires
4.Maquiagem mágica: Gloss

3. Indicar o selinho para 5 blogs mágicos:

http://sweetsmilingtears.blogspot.com/
http://bestfromthelife.blogspot.com/
http://sincerameeente.blogspot.com/
http://marcellices.blogspot.com/
http://lafete.deep-love.org/

Obrigada de novo pela consideração de todos aqueles que passam por aqui .

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Arrependimento não mata, mas...

Se eu tivesse ouvido a voz da razão e não tivesse me deixado levar por uma brincadeira eu jamais teria me metido naquela história. No começo era legal, parecia divertido levar uma vida que não era a minha. Era engraçado não saber com quem eu estava falando do outro lado. A ídeia de mistério me agradava. Era gostoso e reconfortante poder dividir as dores e as alegrias sem ser julgada. Mas tudo que é bom acaba rápido e, para mim, acabou quando eu me apaixonei por quem não devia. Entreguei o coração para uma tela de computador acreditando que ali existia um amor de verdade. Nunca vou saber se houve mesmo. Nunca vou saber quem ele era ou se realmente era o que dizia. Deve ter sido sempre uma mentira, como aquela mentira que a gente criou desde o começo. Fake não é para ser, real, não é para ser levado a sério. Não consigo entender ainda como eu fui parar ali. Tenho raiva quando lembro de como foi boba. O arrependimento ainda não mata, só ensina a gente a crescer de um modo mais dolorido.

Post para o site do TDB: Qual seu maior arrependimento?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A moment like this...

Luzes apagadas e as roupas espalhadas pelo chão. Não tinham rosas na cama ou vista para o mar. Não tinha sido friamente cauculado e, muito menos, planejado. Aconteceu! Foi no ímpeto do desejo, da paixão, mas na calmaria da confiança, da amizade e do sentimento. Era uma cama pequena, um quarto comum. Não era romântico, mas era perfeito. Meu coração pulsava forte, mas eu estava tranquila. Nada fazia sentido ao mesmo tempo em que tudo parecia estar se encaixando perfeitamente. Tudo o que eu esperava e tudo o que eu tinha sonhado sumiu diante dos meus olhos. A realidade era muito melhor, muito mais doce e saborosa. Tinha valido a pena esperar tanto por aquilo. A cada respiração ofegante, a cada toque da pele dele na minha, a cada beijo e a cada sussurro ao pé do ouvido, eu tinha mais certeza de ter tomado a decisão certa. Não era o que eu tinha planejado no meu conto de fadas. Ele definitivamente não era o príncipe encantado e muito menos o dono do nome que preencheu meu diário por anos a fio. Mas ele era ele! Especial o suficiente para tornar aquele momento inesquecível.

Some people wait a lifetime for a moment like this
Some people search forever for that one special kiss
Oh, I can't believe it's happening to me
Some people wait a lifetime for a moment like this!
(A moment like this - Kelly Clarkson)

* Pauta para o site do TDB: Como foi sua primeira vez?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter: em filme ou em livro?

Eu sei, sempre soube que adaptações são quase sempre horríveis e deixam de fora as melhores partes dos livros. Sei também que isso já tinha acontecido nos outros cinco filmes da série, então era de se esperar que, com o sexto, não fosse diferente. Fato é que, para mim ao menos, cenas importantíssimas foram transformadas em mera passagem. Meu maior desgosto está no ponto alto do livro: a luta entre Dumbledore e os comensais da morte. A cena foi tão xoxa, mais tão xoxa que eu não consegui derrubar uma única lágrima no cinema. Quando li a mesma passagem, alaguei as páginas do livro e fiquei sentida pela morte do professor.

Outra coisa que me deu nos nervos foi o beijo do Harry e da Gina. Um selinho BEM meia boca. Mas entre mortos e feridos, entre decepções e afins, para um filme ele é ótimo. Efeitos grandiosos e cenários escolhidos a dedo compõem muito bem a áurea de Hogwarts. As atuações sempre excelentes de Emma, Rupert, Daniel e elenco ajudam muito a entrar no clima e, realmente, transportam a gente pras situações que estam sendo vivenciadas. É por isso, que mesmo reclamando não desgrudei os olhos da tela um minuto e nem me mexi na cadeira. Pirei no silêncio que a sala lotada conseguia manter e vibrei com cada acontecimento. Tenho que dar o braço a torcer, antes de crítica eu sou fã e não há o que fazer. Sétimo filme que me aguarde!


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quando o príncipe vira sapo!

Finalmente me curei de você! Meu coração não dispara mais ao ver sua foto. Minhas mãos já não suam e o meu pensamento não quer saber o que você está fazendo a todo instante. Não sinto mais necessitade do seu cheiro, do seu toque e muito menos daquele beijo que tanto sonhei. Cansei! Esperei tanto, me doei por inteiro e você nunca percebeu. Machucou, foi díficil tirar você de mim. Mas o tempo passa, sempre passa e mesmo que tenha demorado, passou! Eu já tinha perdido as esperanças de te esquecer. Não acreditava que nem mesmo um novo amor pude-se levar tudo aquilo que eu senti o tempo todo por você embora de uma vez. Estive errada e olha que nem precisei de um amor novo. Só precisei de uma sacudida, uma reforma profunda e constante da minha alma. Me reencontrei e perdi você. Era a chave que eu precisava para destrancar a minha felicidade, para dar liberdade a minha vida. Eu não preciso de você para existir, nunca precisei. Foi amor o tempo todo, mas foi um amor doentio, um amor de mão única que não me trazia nada além de dor. Você sempre foi o meu príncipe, aquele que eu esperava para vir me salvar no cavalo branco, com quem eu sonhava descobrir os mais íntimos segredos. Agora você perdeu seu reinado e se tornou um sapo para mim. Mais um entre os muitos. Agora eu sou uma princesa pronta para virar a página e seguir escrevendo o meu conto de fadas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

So simple

Pessoas podem te decepcionar e você pode decepcioná-las com a mesma rapidez de um piscar de olhos. Milésimos de segundos fazem a diferença na vida e são a chave para a resolução dos maiores mistérios. Porque um amor se foi, porque uma vida teve um fim, porque uma amizade acabou, porque alguem riu ou chorou. Nada disso tem aviso prévio, nada disso é premeditado. Tudo acontece as pressas, do nada, sem sentido e sem explicação. Não há para onde correr, não há como fugir. É a sobrevivência. Mas da mesma forma com que num roupante essas coisas nos assolam, elas também passam e, na maioria das vezes, muito mais rápidas do que vieram. A gente nem percebe que acabou. Perdemos tanto tempo sofrendo, que as lágrimas acabam e a gente nem se dá conta. Ontem você estava enfiada debaixo do edredon, trancada no quarto gastando sabe-se lá quantos lenços de papel e, hoje, você acordou com vontade de gritar e ser feliz e não sabe dizer dá onde esse vontade brotou, você nem percebeu. É uma coisa simples, tão simples que a gente resolveu complicar só para tentar deixar mais interessante, para dar mais ação. Criamos um jogo de emoções e transformamos tudo numa grande encenação como se a vida fosse mesmo um palco e nós personagens principais de um dramalhão. Mas é só a vida e implica uma imensa sabedoria para vivê-la!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dezessete outra vez...

Já dissse que se eu pudesse voltar no tempo, voltaria aos meus 17 anos. Acho que foi esse um dos principais motivos por eu ter me apaixonado tanto por "17 again". O filme retrata exatamente isso. Ele conta a história de Mike O'Donnell, astro do basquete no colégio e com um futuro brilhante que ele acaba deixando para trás. Mike opta por se casar com a namorada grávida e desiste da carreira e da Universidade. Vinte anos depois, cansado daquilo que se tornou com a passagem do tempo, Mike ganha a chance de voltar para a vida do último ano do colégio e começar de novo. Na verdade, ele ganha a chance de mudar a escolha que fez no passado e que, para ele, condenou o seu futuro. O filme é o típico clichê, como toda comédia americana, feito para entreter mesmo. Arranca boas gargalhadas, mas traz momentos emocionantes que fazem qualquer menina desabar no cinema. A parte disso, Zac Efron enche a tela com a sua beleza e deixa qualquer uma de queixo caído. Confesso que nem era muito fã do eterno astro de High School e nem achava ele tão bonito, até sair da sessão de hoje babando por aquele par de olhos azuis e aquela barriquinha de tanquinho. Fato é que além da beleza, ele também melhorou muito na atuação e dá um banho nas cenas. O filme ainda conta com Mattew Perry (Sim o Chandler de Friends) que demonstra estar a vontade com a história e garante uma cena engraçadissima logo no ínicio do filme. Fica a dica para quem quer assistir alguma coisa interessante no feriado, vale a pena!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Basta pensar em sentir

Hoje eu acredito que a força de um pensamento tem um poder muito maior do que eu achava. Se eu fechar os olhos e colocar todas as minhas energias pensando em alguém muito especial, não importa aonde essa pessoa esteja, ela vai pensar de volta. Isso não tem nada a ver com "O Segredo" e nem com tudo que ele diz sobre o poder da mente para se realizar sonhos. Tem haver com o sentir, com o saber, com o entender e com o acreditar. Sentir que alguém te quer bem mesmo não podendo estar contigo e que este alguém te sente intensamente quando você pensa nele. Saber que do outro lado bate um coração junto ao seu, no mesmo ritmo, na mesma melodia exatamente naquele momento que você mais precisa. Entender que, ainda que os pensamentos destoem, vocês estão na mesma sintonia. Não importa se ele pensa para rir e você para chorar; se ele pensa como algo ruim e você como algo bom; importa que ele pensa em você. Acreditar que pode haver um de novo, que pode haver um futuro, que pode haver amizade, que pode haver amor. Pensar em alguém (amor, amigo etc), pensar em algo é estimular o mundo a conspirar a nosso favor. É transformar nossas ligações invisíveis em um elo inquebrável. É uma forma de encontrar um pouquinho de felicidade no meio da correria do dia-a-dia, uma brecha no meio da solidão.


"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento.
Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver.
Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar".
(Fernando Pessoa)

sábado, 4 de julho de 2009

BFF é BFF!

Não gosto de Parabéns tradicionais e de toda aquela balela que a gente só fala no aniversário das pessoas por educação. O divertido é ser diferente e, para uma amizade diferente, o Feliz aniversário tem que vir em grande estilo e rede internacional. Faz três anos que eu entrei em um universo paralelo: o fake. Uma vida meio sem sentido, concordo, mas que me trouxe um dos maiores presentes. Foi a partir daquela vida falsa que eu ganhei a minha melhor amiga. Tudo era contra a gente, ou parecia contra, a começar da distância. Mas somos a prova viva de que amizade, quando é pra valer, não importa muito limite de Estado, nem nada. É por isso que, o começou pela tela do PC, hoje é muito mais do que real e neste quatro de julho eu to aqui do lado dela para comemorar mais um dos muitos aniversários que passaremos juntas. É só começo de muita coisa que ainda está por vir. É por isso também que ela merece este post especial para saber o quanto ela é importante na minha vida e o quanto eu agradeço todos os dias por nossos caminhos terem se cruzado.
Quero deixar registrado o quanto eu a amo e como é bom poder tê-la por perto em todos os momentos, mesmo que o perto signifique mais de 4000 km na maior parte do ano. Como é bom sentir saudades e dar valor a cada momento juntas, a cada detalhe dessa amizade. É por isso que hoje ela merece mais que parabéns e muitas felicidades, ela merece tudo de bom e mais um pouco. Mariana Fernandes Teixeira, minha BFF, PARABÉNS!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Burnin' up for sex?

Esta manhã entrei no twitter para ler as últimas novidades e, óbvio, mas comentada que a vitória do Corinthians na Copa Brasil, a notícia do momento ainda era o casamento de Kevin Jonas. O irmão mais velho pediu a mão da namorada Danielle Deleasa, de joelhos e com direito a anel de diamentes desenhado por ele. Típica cena de filme romântico. A cada "twittada" que eu lia e a cada matéria nos sites especializados e, até na Ilustrada da Folha, mais eu me perguntava porque tanto alvoroço por um casamento. Foi neste momento que eu formulei, então, duas razões para tamanha comoção. Primeiro, para fãs artista não casa nunca. Se você nunca foi fanático por alguém não vai compreender isso tão bem assim, mas se é ou já foi apaixonado, sabe que eu estou falando do amor platônico. Aquele não correspondido, mas que enche nossos dias de felicidade e alegria no momento que mais precisamos. Pois então, fã que se preza nutre esse tipo de amor e admiração pelo seu ídolo e acha meio incabível vê-lo casado. Na verdade acha isso surpreendente demais e, por isso, faz tanto barulho. A Segunda é, mais correta, é que todo mundo ficou alarmado porque o pobre Kevin agora perderá a sua "pureza". Religiosos, os Jonas usam um anel que indica que só perderão a virgindade após o casamento. Chegou a hora de Kevin perder a dele e para a imprensa isso é pura adrenalina. Vende mais que água no deserto do Saara. Nessas horas pondero se tenho realmente estômago para o jornalismo. O menino tem 21 anos, hormônios a flor da pele e namora há quase três anos. Qual o problema dele casar e deixar de ser virgem? Vai entender!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu nunca vou esquecer...

Dos ataques de loucura, dos puxões de orelha, dos conselhos, das dicas amorosas, das risadas de doer a barriga, das longas horas de conversa depois das aulas, do apoio aos meus sonhos, dos ensinamentos da vida e, principalmente, da amizade. Nunca vou esquecer da cara de louco e do jeito brincalhão, do César que deu aula de história para a minha turma da sétima série ao terceiro ano do Ensino Médio. Das ajudas dele quando eu mais precisava. Fosse para me ouvir por hooooras sobre a minha paixão platônica por outro aluno da turma, para me dar forças quando decidi seguir o jornalismo ou para me incetivar a atuar. Era ele também o responsável por um puxões de orelhas para que eu fosse menos reclamona, menos autoritária e visse as coisas além do meu umbigo. Nunca vou esquecer daquele primeiro dia no terceiro ano, com o novo professor de matemática, Laércio. Eu que sempre odiei números, logo torci o nariz e já achei que ele seria mais um chato a tentar me convencer que aquela matéria era minimamente legal. Eu estava errada. Com um jeito irreverente ele me fez entender sim os números, mas concordava comigo quando eu dizia que não iria usar a matemática pra nada. Fazia piada pra me animar quando eu estava mal e me dava conselhos que eu vou levar comigo por onde eu estiver. Não foram poucos os professores que passaram por mim durante a minha vida escolar. Uns que nem me lembro o rosto ou o nome, outros que me fizeram odiá-los e alguns poucos que me marcaram e me ensinaram lições que vão muito além das paredes da sala de aula e das questões do vestibular. Para estes mestres, eu só tenho uma coisa a dizer: Muito Obrigada!
*Pauta para o TDB: Ao mestre com carinho

domingo, 28 de junho de 2009

Prêmio Blog Coração de Ouro


Recebi esse prêmio do blog Mofando Feliz e queria agradecer de verdade pela lembrança e pelo carinho com o meu blog. Obrigada de coração pelos comentários e pelo apoio.

O prêmio tem algumas regras que eu irei burlar. Deveria nomear 10 outros blogs que também o mereciam, mas eu vou fazer uma nomeação a todos os que eu sigo e acompanho. Ofereço este prêmio e o repasso a todos que aqui comentam, aqueles outros blogs que me incentivam e também, claro, a todos os blogs do TDB, a quem devo muito.

Obrigada gente! Obrigada a todos que me leem e a todos que me visitam. Vocês não sabem a força que me dão. Obrigada!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Quem é rei, nunca perde a majestade!

Rico, famoso, poderoso, The King of Pop. Iniciou a carreira aos cinco anos e, ainda criança, experimetou o sabor da fama. Gostou! O tempo passou e ele cresceu. Será que cresceu mesmo? Cinquenta anos, mas ainda era um menino. Tinha um rancho que era seu refúgio, sua terra do nunca. Um lugar onde os sonhos que o roubaram, apareciam de novo. Ele era frágil. Tão frágil quanto um cachorro sem dono, quanto um bebê sem colo de mãe. Enquanto todos envelheciam, ele só queria viver o que lhe fora tolido quando ainda nem sabia direito o que queria ser. Quando não sabia ainda quem queria ser. Ele nasceu negro, mas queria ser branco. Era artisticamente fantástico, dono de uma voz e de uma atitude de palco invejável. Era psicologicamente debilitado, emocionalmente confuso. Era uma mistura de sensações, de emoções...nem ele sabia ao certo o que era, o potencial que tinha. Ele sabia que tinha medo. Medo de ser esquecido, de ser guardado no amário da velhice. Era fã de Peter Pan, uma criança que não queria crescer. Queria ter parado o tempo. Queria ser congelado quando morresse. Ele tinha tanta vida pela frente, tantos sonhos e sabe-se lá tantas vontades que não pode realizar. Ia voltar aos palcos, se despedir dignamente dos milhares de fãs ao redor do mundo e não conseguiu. Saiu de cena sem a chance do adeus mitológico. Viu os holofotes se apagarem antes do fim do ato. Deixou tudo para trás. Pelo menos deixou os problemas, as dores e o fracasso que lhe perseguiam. Teve o canto silenciado da noite para o dia e também silenciou o mundo. Deixou seus fãs, deixou a música, deixou um legado. Agora é mais um nome na estrela da fama e mais uma estrela que vai brilhar em outros palcos. Descanse em paz Michael Jackson.

* ps. Eu disse que não me renderia a onda poser de tripudiar sobre a morte do mito Michael Jackson, mas estou tão engasgada com a cultura mundana que não resisti. Quando o cara mais precisava de ajuda, não teve um puto de um canal de TV que foi estender a mão. Eram críticas e mais críticas sobre ele. Basta Sir Jackson morrer para voltar a ser endeusado pela mídia. Tem coisa mais ridícula? Ele era um astro e ,por mais que tivesse suas quedas, merecia ser tratado o tempo inteiro como um.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sob outra ótica

Tem dias que parecem acordar do avesso. São aqueles começam errado e a cada minuto que passa só vão piorando mais e mais. É uma nota ruim na faculdade, um pepino daqueles no trabalho, uma briga sem a menor explicação com os amigos ou o namorado. Ou seja, simplesmente um bad day que a gente precisa enfrentar de vez enquando. São nesses dias que a gente acorda com o mau humor em nível máximo e parece que nada é capaz de apontar a luz no fim do túnel para ajudar a colocar o dia do lado certo. Mas aí, bem na hora que a gente desiste de tudo, um sorriso, um e-mail, uma palavra, uma música que começa a tocar do nada surgem e vão acalmando a gente, vão tirando aquele peso de dia ruim e, como super-heróis, salvam nosso dia. Todo mundo tem uma fórmula secreta e bem particular para isso e, indenpendentemente de onde estiver, ela aparece na hora que a gente mais precisa. A minha é meio diferente da maioria ou talvez tão parecida que eu ache diferente. Olhar pro céu, é isso que salva meu dia. Não importa se ele está ensolarado, chuvoso, cheio de nuves ou cheio de estrelas, eu olho para cima e, na hora, encontro todas as respostas que eu preciso, todo o conforto que o tal bad day tinha tirado de mim. É meu lado bom da vida, onde só importa ser feliz.

*Pauta para o TDB: O que salva seu dia?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

De repente vira amizade

Amizade é uma coisa engraçada. Ela não escolhe hora ou lugar para acontecer. Não nascemos com uma plaquinha luminosa anunciando de quem seremos amigos durante a nossa vida. Podemos nos tornar amigos de qualquer outro ser humano (ou não tão humano assim!) em qualquer parte deste planeta e não há uma razão pra isso, não há um manual de que seu amigo tem que ser x ou y e, muito menos, de aonde você vai encontrá-lo. É por esse motivo que eu achei ótima e muito criativa a ídeia de um grupo de amigos que fundou o "Amigos de Aluguel". Método super simples, naqueles dias que você está sozinho, sem ninguém pra conversar ou te acompanhar em algum programa, é só mandar um e-mail, fazer contato e pronto você ganhou o seu mais novo amigo de aluguel! Tudo bem, você estará pagando por isso (entre 150 e 200 reais), mas pense os momentos de diversão que ele poderá te proporcionar, não há dinheiro que pague.
Em uma época onde os "amigos de verdade" moram em uma tela de computador; onde a mesma tecnologia que aproxima é aquela que cava buracos enormes entre as pessoas; onde a gente deixa de dar atenção para as coisas simples da vida que estão ao nosso lado para viver as coisas complicadas de relacionamentos internéticos, a idéia de um calor humano, de uma mão amiga e de uma risada compartilhada pode ser a chave pra nos lembrarmos de novo das amizades verdadeiras que deixamos de lado. Ou ainda, quem sabe essa amizade que você pagou no primeiro contato, não se torna uma daquelas inquebráveis e eternas. Eu prerifo arriscar, afinal, amizade não tem mesmo manual, muito menos hora e lugar pra acontecer, lembra?

*Post para o site do TDB: O amigos de aluguel é uma boa ou amizade não se compra de jeito nenhum?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

EU quero o MEU diploma!

Depois de uma enrolação digna de Brasil, ontem foi decida a não-obrigatoriedade do diploma para o curso de jornalismo. Eu, como estudante do curso em questão, fiquei indignada com tal fato e entrei em uma paranóia estúpida que me levava a crer que eu tinha perdido QUATRO ANOS a toa em um banco de faculdade já que, agora, qualquer zé povinho pode se intitular jornalista!!
De acordo com o presidente do STF, o diploma vai contra a Constituição Federal brasileira que aplica a liberdade de expressão. Ou seja, para ele ,exigir o diploma é ferir esse direito. Tudo bem, lindo discurso, mas é o meu direito de ser profissional? Melhor dar atenção há um documento escrito há 21 anos ou a uma nação de estudantes e formados da área?
Passada a raiva e a crise, consolidei a minha opinião em cima da única frase descente que ouvi. Ao final da matéria do Jornal Nacional, o presidente da Associação de Jornais disse que as empresas já tinham uma posição e não iam deixar de exigir o diploma para o exercício da profissão. Pronto, minha luz no fim do túnel! Não sei se isso foi realmente sério ou só uma meia-culpa para tentar por panos quentes sobre a decisão ignóbia do Supremo, fato é que muito me alegrou ouví-la. Ponderando bem, acredito que nenhuma empresa com o mínimo de credibilidade vai dar a vaga de jornalista à alguém que não tem o curso. Afinal ser um profissional desta área envolve muito mais coisas do escrever bem e, entre tantas, envolve uma série de macetes e teorias que só a universidade pode ensinar.
Eu concordo que existem inúmeras aulas tolas na Faculdade e também concordo que o tempo de curso poderia ser reduzido, mas o seu diploma jamais poderia ser retirado. É essencial, como para qualquer profissão, que o aspirante a jornalista tenha um preparo acadêmico. Essa idéia de que para atuar na área só se precisa escrever bem é balela! Não é só isso!!
A profissão envolve amor, envolve corpo, alma, físico, emocional, mental, jogo de cintura. Envolve prática, teoria, conhecimento, informação de alto nível. Envolve um mix de coisas que alguém que não tenha passado pela faculdade dificilmente saberá ou entenderá.
Pensem comigo, a justificativa usada pelo excelentíssimo Gilmar Mendes me permite dizer, então que para ser profissional de qualquer outra área de comunicação não é necessário diploma, afinal liberdade de expressão envolve todo e qualquer espaço desse nível. Imagine a confusão? Todos os cursos dessa área seriam deletados em questão de anos. Dai-me paciência senhor!
Com tanta bobagem e tanta patifaria envolvida nessa questão, eu só tenho uma coisa a declarar. Se para ser político precisasse de diploma e curso universitário, ninguém estaria lá, GARANTO! Entendeu a analogia?


sábado, 13 de junho de 2009

Síndrome de Garfield!

Se eu fosse o que como, seria uma bola imensa de gorda, com todas as minhas artérias entupidas e todas as minhas taxas explodindo. Gosto de tudo que é um veneno para a saúde e, como se não bastasse, ainda junto a isso o sedentarismo que triplica a minha chance de não chegar nem aos 25 anos se continuar nesse ritmo. Eu bem tento contrabalançar tamanha comilança de porcarias com coisas mais saudáveis. Adoro ter um prato coloridinho e sempre aposto no verde do alface, no laranja da cenoura e no amarelo da batata. Para completar, um belo franguinho grelhado. Já as frutas são quase a mula-sem-cabeça nas minhas refeições, só folclore. Das centenas a disposição, só gosto de melancia. Fato é que eu não acredito que somos o que comemos, mas, sim, o que pensamos. Pode notar, todas as pessoas magras da humanidade são aquelas que comem sem culpa, que não ligam para os micro números de calorias que os pacotes apresentam. As mais cheinhas, geralmente, são as neuradas por comida, que comem para superar os problemas e descontam nas guloseimas as tristezas, alegrias ou qualquer outra emoção que estejam sentido. E é por isso que eu continuo assim, quase um Garfield: uma gata gulosa, preguiçosa e muito feliz!

*Pauta para o TDB: Você é o que você come??

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fashion Rio 2009: EU FUI!

Modelos, muitas e famosas modelos desfilando pelo lobby do hotel. Subindo e descendo milhões de vezes por dia no mesmo elevador que eu, me fazendo sentir nanica, inultimente comum e obesa. Modelos, muitos e famosos conversando no lobby do hotel e me fazendo inventar mil motivos para ir a recepção só para poder babar um pouco sobre a beleza deles. Alguns podiam bem fazer inveja aos deuses gregos! Um bando de gente do mundo da moda: estilistas, diretoras de desfiles, cabelereiros (ou melhor make-up hair!!!), bookers e afins. Um hotel lindo no Flamengo com direito a almoço com o Exaltasamba na mesa do lado e muita comida. Tudo pago e uma linda credencial com o meu nome. Tayane Scott, assessoria de imprensa. Se existe um passaporte para a felicidade, nesse contexto, esse crachá simples e verde era o meu. Pier Mauá, váááááários jornalistas correndo de um lado para o outro atrás das últimas informações ou das mais quentes sobre os desfiles, as tendências, os famosos presentes. Uma sala de imprensa com dezenas de computadores, comidinha, telão transmitindo cada desfile e uma agitação sem igual. E eu ali, no meio daquilo tudo, anestesiada pela maravilha que meus olhos captavam. Mas nem tudo eram flores, ok? Trabalhei e trabalhei muito. Corri para cima e para baixo, fotografando modelos, ajeitando o desfile, distribuindo os convites, achando jornalistas, buscando convidados, gritando com fotográfos, sentando todo mundo...ufa! Foram três dias inesquecíveis! Muita correria, muito aprendizado e, porque não, muita diversão. Um mundo que eu não conhecia me foi apresentado e me trouxe a sensão de que eu posso. Eu posso fazer tudo aquilo que eu quiser. Sabe porque? Não entendo uma vírgula de moda, não sigo a moda, não faço a menor noção de quem seja quem nesse meio e, mesmo assim, consegui me fazer entender durante esse evento. E, tenho que confessar, até passei a gostar mais desse mundo. Ah, Fashion Rio, volta vai!