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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Senta lá Enade!

Domingo, meio dia e quinze. Pontualmente eu estava na porta do Colégio Anchieta em São Bernardo a espera do ínicio do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Era a hora marcada no meu cartão, porém os portões nem estavam próximos de serem abertos. Me juntei ao batalhão de outros alunos que se acumulava na porta. Enquanto eu procurava um rosto conhecido para me fazer companhia fiquei prestando atenção nos comentários dos grupinhos ao redor. Impressionante! Ninguém estava ali por espontânea vontade. Todo mundo já se preparava para fazer um exame coxa e sair da sala em menos de 15 minutos, já que como inovação a prova não teria tempo mínimo. Não ouvi uma única pessoa dizer que acreditava na prova e iria se dedicar para fazê-la valer. Eu? Estava de comum acordo com todos eles.
Não acredito nessa avaliação que foi vítima de suspeita de fraude logo depois do Enem; que enviou endereço de prova errado a vários alunos pelo país e que é realizada a cada três anos para medir o nível do estudante ao entrar e ao sair da faculdade. Olha que coisa, no primeiro ano não teve prova para mim! Vão medir exatamente qual conhecimento então?
Enfim, depois da longa espera. Subimos para a realização das provas. Mais preocupação com os aparelhos celulares do que com as questões em si. Eu tive que colocar meu telefone em um saquinho amarrado em cima da mesa, mas o nome do presidente do país veio errado na questão 19. Um "S" ocupou o lugar do "Z" no nome Luís do representante máximo da républica.
Menos de uma hora depois do ínicio da prova, entreguei meu caderno de respostas frustrada. Não respondi as questões dissertativas como deveria e pouco me dediquei a entender as questões alternativas. Ainda sim, garanti mais do que a metade da prova e, certamente, contribui de forma satisfatória para o IGC da minha Universidade.
Mas o que realmente ficou de toda essa aventura não foi a sensação de dever cumprido ou de felicidade porque aprendi o que o curso oferecia. O que está marcada é a lição de mais uma vez no Brasil, quando o assunto é educação, nada funciona.

3 comentários:

M. disse...

certíssima, como sempre ¬¬

Marcelo Novaes disse...

Um flash rápido da realidade.

Retrato 3x4 de como as coisas andam.




Beijos, e bom curso.








Marcelo.

Tiêgo disse...

Tay, arrasou e falou tudo! As coisas como elas são merecem ser ditas - melhor aidna se for por alguém de classe , como você.

Te amo *(LLL)