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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Federal

Em cartaz há quase um mês "Tropa de Elite 2 - o inimigo agora é outro" de José Padilha é sucesso absoluto de bilheteria. As salas que exibem o filme estão lotadas e é difícil encontrar uma sessão. Mais de um milhão de pessoas já assistiram ao filme que narra a briga do Capitão Nascimento contra o sistema político/policial brasileiro.

Tentando embarcar nessa onda, estreou há pouco mais de uma semana "Federal" com direção de Erik de Castro. Pronto desde 2008, o filme conta com a participação de Selton Mello e do ator americano Michael Madsen e conta a história de quatro policiais federais que tentam desarticular um sistema de tráfico de drogas no alto escalão de Brasília. Enredo te lembra alguma coisa? Pois é!

Exatamente ai começam e terminam as semelhanças com Tropa. Ao contrário do irmão famoso, "Federal" é um show de horrores em quase duas horas arrastadas na tela. Não há história, não há sentido, não há sons e, muito menos, efeitos especiais. Agora cenas de sexo não faltam. Só resta a pergunta: que função elas têm no desenrolar da história?

Os personagens não trazem conexão, coerência ou carisma. Nem Selton Mello escapa da atuação pífia. Não lembra nem de longe a estrela de O Auto da Compadecida.

Mas nem tudo é desgraça nesse filme. Sobra pelo menos uma boa frase que faz jus às horas perdidas na sala de cinema: "Se tem uma coisa que funciona no Brasil é o crime".

Se Tropa merece o Oscar de filme estrangeiro, Federal merece, com toda a certeza, o troféu Framboesa de Ouro.

4 comentários:

Marcos disse...

Just think e verá toda a conexão com a realidade...A frase do seu blog foi feita para você mesma.Aprofunde-se nas suas reflexões e nos seus escritos, não seja mais uma medíocre que acha que entende sobre cinema. Leia Luciano Trigo, Luiz Carlos Merten, Mario Abbade só pra começar e depois se atreva a reescrever.

Tayane Scott disse...

Querido, obrigada pela sua crítica, mas vamos a sua informação. Primeiro eu li as resenhas de Luciano Trigo, e Mario Abbade sobre "Federal" antes de escrever a MINHA crítica pessoal ao filme. Ambos o elogiaram muito e, por sinal, esse foi um dos motivos pelo qual fui assistir ao filme. Não tenho e nunca tive a pretensão de ser crítica de cinema como eles são. Pagos para isso e exímios estudantes e conhecedores do assunto, cinéfilos de carteirinha. Porém, como espectadora e jornalista posso SIM expor minha opinião e a mim o filme não agrada. É uma produção ruim com roteiro ruim e conexão nula. Acho que o senhor, caro Marcos, deveria aprender a respeitar opiniões antes de criticá-las. Se você curtiu o filme, bom para você. Ah, querido, da próxima vez deixe um contato para eu te responder. É feio não dar o direito de resposta ;*

Jeniffer Yara disse...

Eu,particulamente,não gosto de filmes brasileiros,exitem poucos que salvam o cinema daqui,tipo Tropa,o Auto da Compadecida e Se eu fosse você(por mais que seja uma cópia de filmes americanos).
Mas filmes brasileiros,fora os que salvam,são todos assim,recheados de sexo,enredos sem noção,e palavrões --'

Beijo

Lóri disse...

Olá!
curti muito o blog e o jeito q vc escreve...não vi nenhum dos 2 filmes, então só vim parabenizá-la mesmo!! ^^
Até!

www.blogdesconversando.blogspot.com