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sábado, 9 de outubro de 2010

Alérgico ao amor

As fotos já foram tiradas do mural e agora são só pedaços de papel espalhados pelo chão do quarto. Iluminadas pela fraca luz que vem da janela elas não são nada além de meras lembranças que, por mais que eu tente, não consigo apagar. Um dia elas foram sorrisos, beijos, abraços, corações unidos por um mesmo sentimento. Hoje, não passam de um borrão disforme de tudo aquilo que quiseram ser. Sentada ali, encostada à parede gelada com os olhos inchados eu tento entender o que houve. Tento traduzir para o meu coração o que ele se recusa a entender, mas falho. Falho de novo como eu sempre falhei. Não correr riscos, era só isso que eu queria. Não me machucar também era uma condição. Mas de que adiantou tanto cuidado se no fim foi exatamente isso o que consegui? Me protegi tanto de você que acabei esquecendo de me proteger de mim. Alimentei sozinha esse sentimento que nasceu assim, com essas fotos que eu não quero mais ver. E enquanto eu choro aqui, você está longe. Tão longe que já não posso pedir para voltar atrás. Longe o bastante para não ouvir enquanto eu solto o grito que deixei preso na garganta por tanto tempo: eu sempre amei você!

Mientras avanza el dolor un kilometro más
Yo me quedo y tu te vas
(Alérgico - Anahí)

3 comentários:

Jeniffer Yara disse...

Infelizmente a vida nos traz ciladas,e nós nos achando tão espertas,por pensar em não se machucar,acabamos nos machucando de qualquer jeito,por que ninguém manda no coração,e ás vezes ele nos engana,nos cega,eu sei bem como é isso.
P.S: Anahí *-* Amo ela

E ahh que bom que foi lá no blog,também estava com saudades daqui,hehe

Beijos

Tania T. disse...

O coração é um ato falho...


Lindo post!!! Maravilhoso!!!

Ameei!!!

Beeijo

Del disse...

Arrepiado com a parte de proteger o outro e não proteger a si mesma, pois sempre fazemos isso. As fotografias registradas, podem ser até apagadas como numa máquina digital, o difícil é que elas ficam revirando em nossa mente e isso, às vezes, nem o próprio tempo pode curar.