As vezes bate uma carência, uma falta de algo que você não sabe bem expressar. Falta de um carinho, falta de um abraço, falta de um toque, falta de um beijo, falta de um amigo, falta de um amor. São tantas as faltas possíveis que fica dificil entender falta propriamente de que você está sentindo. Talvez seja só um sentimentalismo tolo que tenha te dispertado essa sensação quando você viu um casal feliz, uma cena romântica em um filme ou na TV. Talvez seja só a sua tensão pós ou pré mestrual te fazendo cair no choro ainda que sua vontade fosse morrer de rir. Ou talvez fosse uma falta, mas uma falta de algo que não está lá fora, mas aqui. Uma falta, uma grande falta de você mesmo! Você ainda lembra quem é você? Lembra daquela menina pequena, daquela criança alegre que saía todas as tardes para brincar na rua de bola, pique-esconde, pega-pega, mãe da rua? Lembra daquele sorriso que você trazia no rosto suado todos os dias na volta da escola? Lembra daquelas tardes de domingo junto da sua família, sentados a mesa, almoçando ou tomando café? Lembra dos almoços depois do colégio na padaria da esquina na espera no treino de hand ou da aula de teatro? Lembra da sensação gostosa de ansiedade da formatura, das viagens e dos 18 anos? Lembra do medo do vestibular e da agonia dos resultados das faculdades? Onde foi parar tudo isso? Aonde você deixou o seu você? Cadê aquela menina atrapalhada, esrabanada, lerdiinha, engraçada, amiga, desengonçada, inteligente, animada, sorridente, apaixonada, bravinha, chatinha, descolada, desencanada? Nos últimos tempos, com o estresse da vida moderna, a pressão da faculdade e rotina tediante do seu trabalho, você deve ter simplesmente esquecido de como é ser você. Não sei, tenho pra miim que você teve ter escondido seu eu em alguma gaveta, no fundo do armário ou dentro daquele diário abandonado por opção própria para nem se lembrar mais. Pena que as vezes e, diria eu, quase sempre, você sente saudades dessa parte que não traz mais consigo. Sente uma falta tão grande que um buraco negro invade seu peito e te abre um vazio enorme que você tenta preencher com qualquer outra coisa e não consegue. Tudo bem que pode estar te faltando o abraço, o amigo ou o namorado, mas quando você vai se dar conta de que a nossa melhor companhia somos nós mesmos? Quando você vai perceber que o único jeito para ser feliz é exatamente esse: ser sempre você, aquele você criança, aquele você menina, aquele você mulher. O fato de você ter crescido, não implica que você precise perder sua essência, seu jeito e suas vontades. O fato de você amar alguém não pode te fazer deixar de se amar. O fato de você não ter quase tempo não pode te tirar os cinco minutos diários para você conversar consigo mesma na frente do espelho, para você se elogiar e ver em você o que só você pode. É, a decisão, infelizmente, só cabe a você...e aí quem você vai ser?
sexta-feira, 2 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Procura-se
Procura-se um amor. Um amor verdadeiro, um amor sincero, um amor de cinema, um amor de novela! Procura-se aquele amor de entrega, aquele amor despreocupado, desavergonhado...Procura-se por aquele que faça meu coração bater descompassado, que as minhas mãos suem e minhas pernas tremam! Alguém que seja irreverente, diferente e exatamente igual a todos os outros. Procura-se um tempero entre o cachorro e o galinha, entre o certiinho e aventureiro, entre o deus e feio. Procura-se um alguém normal com qualidades e defeitos, com manias, com ciúme, com problemas...alguém que seja igual a miim! Procura-se um porto seguro, um amor q proteja, um alguém q me cuide, que me bajule...Alguém que se lembre das datas especiais, do primeiro beijo, do meu nome do meio, do dia do casamento, do dia do aniversário! Que preste atenção nos meus desejos, que queira ouvir meus sonhos e ir realizá-los comigo. Que me ouça quando eu preciso, me abraçe e me beije e em silêncio, só com um olhar, me faça esquecer o mundo! Procura-se aquele que vai caber exatamente na miinha metade, que vai mais cedo ou mais tarde...procura-se aquele que me ame e que seja capaz de fazer por miim tudo aquilo que nenhum outro faria. Alguém que compartilhe, que seja fiel, que seja MEU, que seja leal, que seja engraçado, que seja desajeitado...Nem alto, nem baixo, mais amável. Que tenha voz de veludo, que se faça de surdo quando eu falar o que não devo! Que não me magooe, que me tome por completo, que me enlouqueça na cama, que me arrepie, que me elogie, que fale besteiras ao pé do meu ouvido. Procura-se aquele sujeito completamente imperfeito, que se tornará perfeito quando encontrar meu coração!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
De porque as pessoas amam...
Porque as pessoas amam? Essa é uma das dúvidas mais cruéis da sociedade contemporânea, ou seria, o que as pessoas amam?
Há algum tempo, estamos observando uma grande e ingrata inversão de valores na sociedade contemporânea. Quando tínhamos tudo para evoluir, resolvemos, como bons seres humanos, retroceder alguns passos, aliás muitos passos.
Se por um lado conquistamos a lua, desenvolvemos novos rémedios, desvendamos a cadeia de DNA e passamos anos discutindo a paz mundial e a pobreza, por outro perdemos completamente a noção de um simples sentimento: o amor.
Nunca na história se ouviu falar tanto em ódio ou tanto na banalização do amor como hoje em dia. Sabe aquela coisa de você olhar para alguém e dizer: - Nossa! Achei alguém para amar? Pois é estamos quase vivendo um leilão de corações e um festival de "te amos" como se fossem moedinhas de 10 centavos, daquelas que você tem muitas e não vê a hora de descartar.
Será que as pessoas não conseguem perceber a força de um amor? Você ama alguém não pelo que ela ou ele tem, mas pelo que ele é! Você ama alguém pelo mínimo, pelo pouco, pelo que só você vê e ninguém mais! Você só diz eu te amo para quem faça seu coração disparar, sua mao gelar e seu corpo todinho estremecer como se você não fosse mais o dono dele.
Você só diz eu te amo, porque você não consegue olhar para aquela pessoa e dizer algo diferente disso, você só diz eu te amo quando, e se, entregar-se de verdade.
Há algum tempo, estamos observando uma grande e ingrata inversão de valores na sociedade contemporânea. Quando tínhamos tudo para evoluir, resolvemos, como bons seres humanos, retroceder alguns passos, aliás muitos passos.
Se por um lado conquistamos a lua, desenvolvemos novos rémedios, desvendamos a cadeia de DNA e passamos anos discutindo a paz mundial e a pobreza, por outro perdemos completamente a noção de um simples sentimento: o amor.
Nunca na história se ouviu falar tanto em ódio ou tanto na banalização do amor como hoje em dia. Sabe aquela coisa de você olhar para alguém e dizer: - Nossa! Achei alguém para amar? Pois é estamos quase vivendo um leilão de corações e um festival de "te amos" como se fossem moedinhas de 10 centavos, daquelas que você tem muitas e não vê a hora de descartar.
Será que as pessoas não conseguem perceber a força de um amor? Você ama alguém não pelo que ela ou ele tem, mas pelo que ele é! Você ama alguém pelo mínimo, pelo pouco, pelo que só você vê e ninguém mais! Você só diz eu te amo para quem faça seu coração disparar, sua mao gelar e seu corpo todinho estremecer como se você não fosse mais o dono dele.
Você só diz eu te amo, porque você não consegue olhar para aquela pessoa e dizer algo diferente disso, você só diz eu te amo quando, e se, entregar-se de verdade.
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