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domingo, 5 de abril de 2015

There's a heart that must be free to fly

Eu sou aquela que foi cortada em mil pedaços, perfuradas em todas as direções, mas que insiste e persiste. Resiste, feito aço por fora, mais mole que maria mole por dentro.

Sou aquela que ainda acredita mesmo quando diz que não. Que não confia nas pessoas certas, mas deposita uma vida nas erradas. Aquela que nunca ouviu um eu te amo. E que também não disse, porque não tem coragem para enfrentar a não reciprocidade.

Sou aquela que tem corpo de mulher, mas coração de menina. A idade no RG não é a mesma da minha cabeça. Ainda tenho medo e ainda tenho sonhos. Os mesmos sonhos bobos e infantis que me garantem que há um mundo ideal e um alguém perfeito.

Eu sou aquela que já sabe que não há príncipe, final feliz ou pote de ouro no fim do arco-íris, mas também sou aquela que quer fazer essas coisas existirem. Sou aquela que tenta, que não entende, que desiste, que não se entrega, que não sabe ser.

Sou aquela que espera alguém que vá me ajudar a me compreender. 

"Who is that girl I see
Staring straight back at me?
When will my reflection show
Who I am inside?"
(Reflection, Christina Aguilera)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

TAG That’s true? 25 fatos sobre mim

Quem pensa que este blog morreu, está quase certo! Ando correndo tanto que o sono tem vencido a luta diária com a minha vontade de voltar a escrever. No entanto, recebi um convite muito bacana da minha amiga Mel Campo do Na Ponte Áerea e não tinha como recusá-lo. 
Hoje, vou responder uma TAG que eu achei muito da divertida: That’s true? 25 fatos sobre mim.
tag-thatstrue
Como funciona:
* Contar 25 fatos sobre mim, sendo 20 fatos verdadeiros e 5 falsos.
* Indicar 10 blogs para responder a TAG, onde cada blog vai ter 6 chances de adivinhar quais os 5 fatos falsos do blog que o indicou;
“Prêmio”: O blog que acertar os 5 fatos dentre os 6 que escolher, terão um post no blog que o indicou, dedicado exclusivamente ao seu blog (para ajudar a divulgar). Se você errar, é você quem terá que fazer um post para o blog que te indicou.
Sobre a resposta: Os blogs terão 1 semana para responder, e assim que todos responderem, o blog que indicou revelará quais são as suas 5 mentirinhas.
Motivo: Ajudar a divulgar o blog entre os leitores dos outros blogs, nos conhecermos um pouquinho mais e ter mais amizade entre os blogueiros.
Bom, a Mel é uma das minhas melhores amigas desde que eu me entendo por gente. Se eu errar vai ficar feio. Mas adivinhem? É MUITO óbvio que eu vou errar hahahahaha
As mentiras da Melzitcha são (ou melhor, o que eu lembro é):
3. Não sei se quero ter filhos
7. Eu era muito esportista: atletismo, vôlei, handball, ginástica olímpica…
11. Sou alérgica a várias coisas
12. Não bebo nada alcoólico
19. Não sou ciumenta
21. Já quebrei perna e braço quando eu era mais nova
Bueno, agora é a minha vez. O que é mentira sobre mim?:
1. Sou jornalista com diploma.
2. Trabalho na área desde que conclui a faculdade.
3. Amo gente!
4. Sofro de amores platônicos.
5. Minha série preferida é One Tree Hill.
6. Sempre fiz esportes, mas nunca fui boa neles.
7. Sou apaixonada por dança.
8. Meu sonho é morar em Los Angeles.
9. Escrever é minha terapia.
10. Torço para o Palmeiras.
11. Sou fã de rock.
12. Viciada em comida japonesa
13. Meu canal preferido é o Discovery ID
14. Gosto de ler
15. Meu filme favorito é O Diário de Uma Paixão
16. Odiei Nova Iorque
17. Nunca quebrei nenhuma parte do corpo
18. Amo melancia!
19. Tenho preguiça de fashionistas.
20. Canto mal, mas vivo cantando por ai
21. Música é um vício 24/7
22. John Mayer é meu ídolo mor.
23. Tenho quatro tatuagens
24. Quero me mudar do Brasil asap
25. Nunca namorei na vida
Para responder a TAG eu indico:

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

What Are You Waiting For?


Logo ali na esquina tem um novo ano chegando. Com ele, novas esperanças, novos sonhos e novas chances para escolher caminhos. E eu não vejo a hora dele chegar! 

Eu não tive um 2014 fácil. O que não significa que meu ano foi de todo ruim. Nos primeiros dias de vida ele prometia ser diferente. Eu acreditei que, finalmente, minha panela poderia encontrar sua tampa, mas é claro que isso não aconteceu. Eu acreditei em uma possibilidade inexistente e me decepcionei. Tanto que no amor o ano só degringolou dai para frente. Aliás, acho que não houve amor em SP no meu caso. Mais 365 dias sozinha. 

Se o coração não andou muito bem, a saúde tão pouco. Ganhei a companhia de enjoos que continuam comigo e, veja só, mesmo me virando do avesso, ninguém descobre o que é. Na verdade, reza a lenda de que seja tudo emocional, e eu não duvido nem um pouco disso. Se 2014 pode me deixar uma lição é essa: preciso parar de negligenciar meus sentimentos e acreditar um pouco mais em mim. Minha cabeça tem uma facilidade extrema para absorver o que é ruim, a negatividade, e sempre ativar esse cantinho quando algo acontece. Sou apegada ao medo nas suas mais variadas formas e preciso mudar isso.

O ano também não foi bom para as amizades. Mas as dores foram tantas e tão profundas que eu decidi esquecer disso. Só quero comigo quem gosta de mim, quem me quer bem e quem me faz bem. Chega de ser a segunda opção.

No trabalho as coisas saíram um pouco melhores. Tive uma chance de mudar tudo, mas escolhi ficar. E eu não me arrependo. Não era a hora e nem o caminho certo para mim e hoje eu tenho a certeza disso. Sobre as férias eu não poderia ter passado um tempo melhor. Voltei para o meu lar de coração: Los Angeles. Como foi bom reencontrar aquele espaço onde eu me sinto tão bem e tão pertencente. Para não repetir a viagem como em 2012, houve espaço para conhecer a Disney. E aqui cabe uma correção: eu encontrei o amor da minha vida hahahaha Captain America, I will be back someday! À parte dos meus romances platônicos, neste ano conheci São Francisco e um lugarzinho muito especial chamado Santa Bárbara. Califórnia me surpreendendo mais e mais a cada novo encontro.

Neste ano não realizei o sonho de abraçar o James de novo, mas consegui assistir ao One Direction ao vivo pela primeira vez e foi ótimo. Me senti como uma adolescente apaixonada vendo sua banda favorita. O melhor de tudo foi que ainda ganhei a cobertura pelo Omelete e tive meu texto publicado para o mundo inteiro ver, com direito a home e tudo. Se você perdeu, confira aqui: One Direction em São Paulo

Enfim, num balanço geral, o ano teve seus percalços, mas teve muita coisa boa. Só isso que levo para vida, o que aprendi, o que houve de maravilhoso. Para 2015 eu espero que tudo de bom se repita e se multiplique. Que seja um ano especial para mim, para os que me cercam e para todos. Um ano de mudanças e de muita, muita, muita felicidade!

Feliz 2015!
Happy 2015!
Bonne année!
Feliz año nuevo! 


sábado, 15 de novembro de 2014

What page you're on

Ainda estou tentando entender o que aconteceu, ou melhor, o que não aconteceu. Quer dizer, eu devo confessar que aconteceu, milhões e milhões de vezes na minha mente. Mas, agora, eu tenho certeza absoluta de que só nela e em outro lugar nenhum. E eu me pergunto de quem foi a culpa. Foi minha? Foi sua? Foi de nós dois ou de ninguém? 

Eu não sei o que se passou na minha cabeça, tão pouco na sua. Já dizia a canção "eu costumava pensar que um dia ia contar a história de nós", mas não há história. Nunca terá. Porque você nunca será e eu nunca serei. Nós nunca seremos capazes de traduzir em palavras, um para o outro, o que foi, o que poderia ter sido ou o que nunca era para ser. Nós somos assim. Ponto final. Próximo capítulo. 

A simple complication, miscommunication
Has lead to fallout
Too many things that I wish you knew
So when your wall's up I can't break through
(Story of Us, Taylor Swift)

domingo, 5 de outubro de 2014

I miss you, you know

Sentir saudade dói. Dói tanto que quase ninguém no mundo quis inventar uma palavra para transmitir esse sentimento. É que muito difícil colocar em sete letras uma dor que não caberia nem no dicionário inteiro. Eu não gosto de sentir saudades. Na verdade, eu pouco sinto. Sinto mais dos tempos que ficaram para trás do que de gente. Mas com você é diferente. 

Me dá um desespero cada vez que eu me dou conta de que você não está por perto. Nem perto fisicamente, nem perto emocionalmente. É uma saudade desesperadora de uma conexão que existia, de um abraço que me cabia, de um espaço que era meu e em algum momento se perdeu. Tudo ficou para trás. Eu nem sei bem onde e nem quando. E acho que essa atemporalidade me consome e me aperta ainda mais a saudade. 

Talvez falar tudo isso para você resolvesse. Mas sabe o que seria pior que essa saudade cortante? Não haver reciprocidade. É aquela coisa, a saudade até pode ser boa se vier dos dois lados. Pode até nascer uma esperança dela ir embora, uma hora ou outra, é dar espaço para uma felicidade absurda. Mas se isso não acontecer, até a saudade abandona. Fica no lugar dela um vazio, uma falta, uma inércia... 

Prefiro ficar sentindo saudade. Saudade de tudo que foi e até daquilo que nem chegou a ser. Prefiro ficar esperando que ela alcance você de algum jeito e possa trazer você de volta.


"And I'm surrounded by
A million people I
Still feel alone
Let me go home
I miss you, you know"
(Home, Michael Bublé)