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domingo, 22 de dezembro de 2013

Who knew...

Antes não era sobre você, mas agora é. Naquela época não tinha nada a ver com você, mas agora tem. O engraçado é que nada mudou, mas, mesmo assim, tudo que era para ele é agora para você. É, eu concordo, não faz sentido. Tenha certeza que não faz sentido algum. Mas será que não é essa mesma a ideia? Eu sei, eu sei que eu estou complicando tudo e eu sei também que sou eu quem não sabe o que quer, mas é que no fundo eu esperava que, de algum modo, você fosse me ajudar a descobrir. Só que você não fez isso. Ou fez, mas errou de novo. Porque você sempre erra e eu sempre acho que você está errado. E numa dessas acaba virando sempre sobre mim e não mais sobre você ou sobre ele. Aí não tem mais uma possibilidade de um nós. Só ficam um eu aqui e um você aí com essa relação meio estranha. Nem quente e nem fria. Nem vai nem fica. Os anos vão passando e a gente continua nessas. O problema disso tudo é que agora é sobre você. O problema disso tudo é que talvez sempre tenha sido sobre você...

"Do you hear me? I'm talking to you
Across the water, across the deep blue ocean
Under the open sky
Oh my, baby I'm trying"
(Lucky - Jason Mraz feat Colbie Caillat)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

...

Me disseram que ia passar com o tempo. E eu acreditei que fosse mesmo. Dia após dia eu esperei tranquilamente pelo fim. Ele ia chegar. Cedo ou tarde ele iria chegar. E eu até achei que já tivesse chego. Uma dezena de vezes eu respirei aliviada pelo fato de que havia terminado. Mal sabia eu que estava só começando. Demorou muito para ser diferente e talvez, no fim das contas, acabe sendo tudo igual como sempre foi. Mas ainda assim é uma nova esperança de que dessa vez realmente seja o fim para que haja um novo começo. E talvez o que eu precise seja só um novo começo. Um começo de algo que aconteça de verdade e não só na minha mente. Uma chance de encarar de frente algo que saia das páginas de um conto de fadas e se transforme em vida real. Uma chance a mim mesmo de ser feliz.

"And all the bad boys are standing in the shadows
And the good girls are home with broken hearts
And I'm free, free falling
Now I'm free, free falling"
(Free Falling', John Mayer)

sábado, 1 de junho de 2013

Te Esperando

Falta alguma coisa. Sempre falta alguma coisa. Seja um olhar, seja uma palavra, seja um toque. Sempre falta aquele frio na barriga para que eu queira seguir em frente. Não é que eu não queira tentar. Veja bem, eu quero e quero muito, mas é que falta e eu não sei dizer o que. Na verdade, eu sei sim. Falta romance...Falta romance e falta querer.

Eu passei a minha vida inteira em um mundo de sonhos e eu me recuso a deixar de acreditar neles. Desculpe, mas ninguém vai conseguir me fazer acreditar que os meus heróis românticos só existem nos livros , na Tv ou nos filmes. Eles existem! Claro que eles existem! Se eles nunca tivessem existido como conseguiriam ser tão bem retratados em tantas histórias? Não, não me venha com as explicações científicas de que elfos, duendes e bruxos não existem. O ponto aqui é diferente. Homens assim existem, sim, e o único problema é encontrá-los. Mas eu não ligo se tiver que esperar uma vida pelo meu príncipe encantado. Nem me incomodo se levar anos para perceber que ele estava o tempo todo bem debaixo do meu nariz. Mas eu vou ligar se errar de novo. Vou ligar se ele não ligar ou não se importar de novo. Vou ligar se ele me fizer chorar, se ele me deixar para trás sem nem se importar, se ele me usar e for embora.

A sociedade que se dane com essa balela de que eu preciso encontrar vários errados antes de chegar ao certo. Já errei uma vez e estou humildemente dispensado a possibilidade do segundo erro. Ainda que falte, que falte muito, eu vou esperar por aquele que não vai deixar faltar mais nada.


"Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando"
(Te Esperando, Luan Santana)



domingo, 30 de dezembro de 2012

Live while we're young


Quando 2012 despontou no horizonte, eu recebi de presente 366 páginas em branco para escrever o que eu bem entendesse. Eram 366 novas chances para transformar o que havia de ruim, para buscar o que havia de bom. Eram 366 dias para compartilhar com alguns e subtrair de outros. Logo no primeiro minuto deste ano, ganhei uma caneta e a primeira folha para rascunhar tudo o que estava por vir. E eu vi, vivi e escrevi tanta coisa! Um livro. Doze volumes. Doze meses carregados de histórias, lágrimas, sorrisos, vitórias e derrotas. Tiveram mocinhos, princesas, vilões e bruxas. Outras dimensões com novos e velhos personagens. Uma viagem em um túnel com uma luz brilhante no final. Uma viagem que só começou!

Como em toda série, eu adoraria pular algumas partes e dar um fast forward para o que houve de bom. Mas nenhuma vida tem só histórias felizes. Fui arrebatada por uma virose nada bem vinda há algumas semanas do meu aniversário. Só um susto. Uma pequena vírgula naquela página. No mesmo capítulo, no entanto, outra surpresa nada gratificante. Pouco depois do tão esperado 29 de fevereiro, aquele que se dizia melhor amigo virou as costas sem nem se importar. Passou uma borracha em tudo que tínhamos vivido juntos e foi escrever a história dele em outro livro. E sabe o que eu acho? Que daqui há alguns anos vou receber uma cartinha como a que desenterrei essa semana: "sua amizade me fazia mal e eu precisava me afastar". O que eu penso disso? Acreditem nas pessoas erradas, mas não chorem por terem perdido as certas depois. Fica a dica :)

Quando o assunto é mágoa, ainda posso passar para o caderno duas humilhações sofridas no trabalho. A semana mais infernal da minha vida no lugar que todos consideram o paraíso: Ilhabela. Mais do que marcas na pele (das picadas intermináveis de pernilongo), ficaram as marcas na alma. Nunca tinha sido tratada com tamanho desprezo por ser uma "prestadora de serviços". Acho que posso dizer que senti por cinco dias o que lixeiros, empregadas domésticas, pedreiros e tantos outros profissionais sentem todos os dias sem reclamar. Por isso, aproveito para dizer que respeito é necessário e agradável em TODOS os âmbitos e para TODAS as pessoas. Desculpe o clichê, mas ninguém é melhor do que ninguém e, quando morrermos, vamos todos para o mesmo lugar. Como se não bastasse, de volta ao escritório aprendi uma lição valiosa. Todos que estão acima de você em uma empresa vão dar um jeito de te pisotear um dia ou outro. Você pode fazer tudo certinho, chegar sempre no horário e ser nota 10. Não adianta. Você será humilhado na frente de todos os seus colegas de trabalho por um erro que não cometeu. Lembra quando eu disse que minha história neste ano tinha bruxas e vilões? 

Passada muita água embaixo da ponte (olá, clichê dois!), meu ano teve passagens muito mais importantes do que as notas ruins de rodapé. Levaria horas para descrever o capítulo de uma das viagens mais maravilhosas da minha vida. Eu me apaixono facilmente por tudo que eu vejo, é verdade. Mas encontrar o amor pela primeira vez nas calças da Hollywood Blvr foi inesquecível. Sentir a sensação de pertencimento, de ter um lugar feito só para você enquanto passeia pela Rodeo Drive ou pelas mansões de Beverly Hills. Ter medo de ser preso por stalkear as celebridades, por visitar as casas do Efron, da Perry e do Mayer. Se jogar de cabeça em outro oceano e deixar sua marca registrada nas areias de Venice Beach e Santa Mônica. Tudo acompanhada de novo melhor amigo que ocupou melhor do que ninguém o espaço vago. 

Só o começo! Continuar as aventuras pelas ruas da poderosa Vegas. Ficar em um dos hotéis mais luxuosos do local, com direito a TV te recepcionando e uma vista de tirar o fôlego. Terminar o passeio caminhando cheia de compras pela Times Square ou conversando face to face com a Estátua da Liberdade. Ter uma crise de pânico no metrô de Nova Iorque e acabar ficando de cara com a cidade antes de morrer de amores por ela. Caminhar pelo Central Park e atravessar Manhattan inteira a pé....

Falando em companhia, trazer de volta para o seu lado aqueles de 1900 e bolinha. Cultivar, cuidar e amar aquelas meninas que te amam desde sempre. Dar adeus a outros que não tiveram a chance de saber quem você era e que não fazem falta para os próximos capítulos. Tudo acompanhado de uma soundtrack recheada de Mayer, One Direction e, claro, Bruno Mars que abriu 2012 ao vivo e em grande estilo. Na calçada da fama, cruzar com Claudia Leitte, Buchecha, Tiago Iorc e Marcelo Mancini. Tantos momentos, tantas festas, tantas músicas, tantas histórias. 

Falta pouco mais de 24 horas para 2012 ir embora. Já fiz minha lista de resoluções para o ano novo e já estou na ansiedade para receber meu novo caderno. Minhas novas 365 páginas em branco. As novas 365 chances para escrever meu futuro. Um novo livro. Doze volumes. Doze meses carregados de histórias, lágrimas, sorrisos, vitórias e derrotas. Que tenham mocinhos, princesas, vilões e bruxas. Outras dimensões com novos e velhos personagens. Uma viagem em um túnel com uma luz brilhante no final. Uma viagem que só começou!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Set Fire To The Rain

Poderia ter sido um ano silencioso, não fosse a transformação que ele proporcionou logo nos primeiros meses.  Poderia ter sido um ano agitado, não fosse a vontade de redescobrir quem eu era e o que eu realmente queria. Talvez possa ser classificado como um ano de mudanças, embora não tenha havido tantas...Poderia ter sido só mais um ano para somar aos passados, mas não foi.

Ano passado não menti ao dizer que 2011 teria trabalho se quisesse ser tão bom quanto meu 2010. Hoje, preciso dizer que não conseguiu, mas passou perto. Os últimos 360 dias se esforçaram minuto a minuto para bater o quase incomparável antecessor. Se antes havia sido um tempo de diversão, este foi um tempo de mudanças. Novo emprego, nova rotina, novas pessoas, novos conceitos e novas perspectivas de vida. Sem exagero, quem sabe, uma nova "eu" não tenha nascido entre as páginas do calendário.

Entre as tantas indas e vindas do último ano, felizmente, este ficou marcado como o ano de voltas. Volta ao passado, ao escondido no armário, ao enterrado bem no fundo da alma. Peça por peça, os assuntos até então inacabados, foram entrando nos eixos. Uma rachadura no gelo aqui, um pedido de desculpas ali e cada erro foi sendo lentamente corrigido numa tentativa de voltar ao que era, ou ser ainda melhor.

Em 2011, sinto que cresci e amadureci um bom tanto que o calendário não me parece ter registrado. Eu posso dizer que tentei. Tentei ser menos explosiva, menos infantil, mais tolerante, reclamar menos e uma série de outras tantas coisas. Se eu acho que consegui? Ainda falta muito para consertar, mas o meu "novo eu" me parece muito mais feliz e em harmonia com as outras pessoas do que costumava ser ano passado. Brigas e desentendimentos  traumatizantes não fizeram parte da minha lista de memórias, ao menos.

Se pudesse batizar o ano que vai eu o chamaria de "Ano do Recesso". Dei trégua ao meu coração e mantive o amor fechado para balanço. Precisava me amar mais antes de amar alguém. No começo tudo funcionou, mas um incidente em uma balada qualquer em uma noite que eu não queria ter ido, levou todo um trabalho de autoestima ao chão. Não, ela não está tão baixa quanto antes, mas voltou ao estado de inércia do qual é pouco provável que consiga sair. Não quero mudar por alguém. Nessa área, decidi que 2012 é meu deadline - se me cabe o parênteses jornalístico. Tenho 366 novos dias para procurar pelas ruas e esquinas alguém que saiba meu nome por mais do que uma noite e que queira mais do que dividir a conta da lanchonete.

Como já dito, ou deixado implícito, depois do incidente minhas saídas foram reduzidas a jogos de videogame regados a pizza e coca cola ou, no máximo, uma esticada até a hamburgueria mais próxima. Fora isso, apenas três ou quatro dias de arrepiar com aqueles shows que me fizeram agradecer muito por estar aqui: Katy Perry, The Maine and The Asteroids Galaxy Tour, you rocked my world!

Esse ano não quero citar pessoa por pessoa como sempre faço. Vou quebrar as regras porque sei que aqueles que realmente merecem vão saber que estão aqui sendo agradecidos por todo o bem que me fizeram. Muito obrigada a vocês que NUNCA desistiram de mim, que estiveram ao meu lado para rir ou para chorar e que, principalmente, me aguentaram firmemente durante esses dias e meses. Conto com isso em 2012, heim? rs Afinal, não quero e não posso perder jóias tão raras como vocês. Quatro ou cinco, menos que meus dedos das mãos, vocês estão ai e sabem o quanto eu amo vocês e o quanto eu sou feliz por tê-los ao meu lado. Obrigada, buddies!


E antes que o texto fique meloso e volte a ser a retrospectiva que é há quatro anos, encerro aqui o meu balanço geral do que foi para mim 2011: uma porta para um futuro brilhante e ainda melhor do que eu espero ou ousei sonhar. Estou pronta para você, 2012!  Pode chegar, porque você vai ser um dos melhores anos da minha vida!!!!!