Pages

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dezdotrêsdedoismiledez!

Não faz muito tempo aquela garotinha cheia de sonhos concluiu o ensino médio e saiu correndo para conhecer um mundo novo. Era fevereiro de 2006 e ela estava a poucos metros da etapa mais importante da sua vida. Ah, se aquela padaria falasse! Serviu de cenário para um encontro memorável. Vinte, trinta calouros de jornalismo se apinhavam na calçada tentando se conhecer, ou melhor, se reconhecer. Foi ali nos primeiros cinco minutos em frente a Metodista que ela se uniu a um grupo de outras seis garotas. Foram juntas ao trote e se divertiram mesmo sob o sol de rachar e o calor insuportável. Nem a tinta coçando e endurecendo pelo corpo tirava o bom humor: eram bixetes!
~♥~
Passado o momento de festa e de se enturmar, o primeiro ano começou violento. Uma batelada de matérias, textos, provas, trabalhos e uma amizade se fortalecendo dia após dias, bem devagarzinho. Num piscar de olhos já eram todas veteranas. Segundo ano de faculdade, mas nada de se acostumarem a intensidade e a rapidez com que tudo acontecia. Na verdade, a empolgação de curtir cada segundo era tanta que nem tinha mesmo como ver com calma tudo que acontecia. As seis meninas só se lembram que, de algum modo, viraram quatro. Mas faltava gente para preencher os grupos gigantes que a turma enorme obrigava-as a ter. Então chegaram novos elementos: três meninos. Ou teriam sido mais?
~♥~
Como em um Big Brother várias pessoas entravam e saiam daquele grupo. As quatro meninas resistiam a tudo e, os recém-chegados, as acompanhavam bravamente. O terceiro ano veio e as brigas triplicaram. Discussões no msn, falta de paciência, bate-boca ao vivo e a cores no meio da sala, na frente do professor. Afastamentos. Pega pra capar daqueles pesados mesmo. Vontade de jogar tudo para o alto, mandar todo mundo plantar batatas. Momentos de dúvidas, de porque eles tinham se escolhido e se definido como grupo mesmo. Onde estavam as afinidades? Onde estava a amizade do primeiro dia, do primeiro ano?

~♥~
Ainda bem que brigas entre amigos só servem para fortalecer a amizade. Alguém ainda tinha dúvidas de que era isso que ia acontecer com eles? Chegaram ao quarto ano mais unidos do que nunca. Tudo bem, ainda sentiram algumas perdas no trajeto. Se fortaleceram em cinco. Cinco membros inquebráveis e com uma amizade que utrapassou os limites da faculdade. Eles não eram mais um grupo de trabalhos, eram amigos de verdade. A garotinha, aquela lá de 2006, saiu da Metodista em 2009. Ontem, passou pela cerimônia de colação de grau e enche a boca para dizer agora que é formada. Integrante da turma de jornalismo Professor Doutor Paulo Ramos!
~♥~
Ontem, pela primeira vez em quatro anos, ela chorou. Mas não foi um choro de despedida, foi um choro de certeza. Lágrimas de alegria e de agradecimento pelos melhores quatro anos que ela podia ter sonhado. Lágrimas pelos melhores quatro amigos que ela podia ter imaginado. Ela abraçava os amigos vestidos como ela com a beca quente e a faixa azul de comunicação e não acreditava que eles tinham crescido. Estavam ali diplomados!
~♥~
Aquela garotinha era eu. A mulher de hoje, graças a eles, sou eu. Bruna, Klaus, Leandro e Vivian, ou melhor, Bru, Klauszinho, Leeee e Vivis: MUITO OBRIGADA! Muito obrigada pelos quatro anos mais intensos, mais loucos, mais insanos, mais estressantes, mais perfeitos, mais engraçados, mais divertidos da minha vida! E, com certeza, esse é só o começo da nossa história. Eu amo vocês!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estranha confusão

Há dentro de mim um furacão. Uma mistura de sentimentos distintos prestes a explodir. Não há como saber de onde vem e, muito menos, para onde vai. É só alguma coisa meio inexplicável. Ou nem tanto assim. Na verdade é só uma coisa bem humana mesmo e conhecida por todos: medo. Sensação capciosa que coloca meus nervos a flor da pele e me desafia a todo momento incansalvemente. Quer me fazer cair, pedir para sair e desistir de tudo. Para que seguir em frente? Há perigos aqui e ali, por que enfrentá-los? Sussurra sorrateiro. Me desafia a dar o próximo passo. Ora consegue me conter. Mas em outras tantas não consegue me parar. E ai me vejo perdida nessa confusão. Tiro a pedra do meio do caminho ou deixo o medo me vencer e volto ao meu ponto de partida? Pulo, enfrento o obstáculo ou deixo o medo me lembrar que já cai ali e, por isso, é melhor não tentar de novo? Insistente esse sentimento. Tanto que me faz aprender com ele. Quem tanto insiste uma hora há de conseguir.

---
Leitores amados, estou com os comentários atrasados e bem ausente do blog. O fim do TDB e algumas outras coisas pelo meio do caminho me deixaram sem vontade e sem tempo de vir aqui. Mas eu adoro escrever e eu não vou desistir, nem abrir mão desse meu cantinho. Portanto, vou tirar o final de semana para arrumar tudo por aqui, responder os comentários atrasados e, quem sabe, dar uma carinha nova para o blog a fim de começarmos juntos uma nova jornada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Todo carnaval tem seu fim

Era uma terça-feira quando aquele e-mail chegou. Despois de meses catastróficos e uma quase desistência da profissão clicar no abrir poderia me levar a extrema felicidade ou a certeza que eu precisava para abandonar o jornalismo. Passei o mouse em cima da mensagem que trazia no assunto Tudo de Blog 2009. Eu tremia tanto e meu coração pulsava tão forte que eu sentia que ia morrer se a notícia ali fosse ruim.

Depois de alguns minutos resolvi encarar. Os dois cliques e a mensagem encheu minha tela: Bem vinda ao time de blogueiras da revista Capricho. Saí gritando e pulando pela casa quase como se tivesse ganho na megasena. Corri para contar para minha mãe, para as minhas amigas e para todos aqueles que tinham acompanhado o meu mártirio durante as semanas de espera entre a inscrição do blog e a seleção.

Um ano se passou. Nesses doze meses de tudodebloguete eu conheci outras 100 meninas maravilhosas com textos sensacionais capazes de arrepiar, levar as lágrimas ou fazer a gente morrer de rir. Fiz amizades que foram além das telas do computador e compartilhei histórias com muitas delas. E o mais importante, eu aprendi.

Aprendi o jogo de cintura. Aprendi a escrever textos sobre assuntos que eu não dominava ou que eu achava infantil demais. Aprendi que eu era melhor quando eu deixava meus sentimentos aflorarem e não quando eu tentava florear as palavras. Aprendi que existiam textos melhores que os meus e aprendi a respeitar as diferenças.

Hoje, a magia, se assim podemos chamar, chegou ao fim. Mas a experiência que isso me trouxe nunca mais irá ser arrancada. Seja por marketing editorial ou , pura e simplesmente porque a revista precisava mudar o TDB chegou ao fim. Não terão mais pautas, divãs king size na comunidade do orkut ou telas gigantes nos chats do msn. Acabaram os corações acelerados a espera da publicação na próxima quinzena.

E antes que as luzes se apaguem e a música chegue ao fim eu só queria dizer: MUITO OBRIGADA!



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Que no meu peito eu vou te guardar ♪

Eu te conhecia a menos de 24 horas quando tudo aconteceu. Intenso, incontrolável e inexplicável. Não existem adjetivos melhores para registrar o que se passou entre a gente. Mas assim como começou, se foi. Não por completo, é claro. Sua imagem, suas palavras, seu gosto ainda estão impregnados em mim. Na minha pele, nos meus cabelos, nos meus lábios mora um pedaço seu. No coração vive uma grande chama que, irritantemente, insiste em queimar por você. O tempo, a distância, a vida, tudo se uniu para nos separar. Hoje, eu vivo aqui e você ai, longe. Outros caminhos e um futuro brilhante. Pessoas tão ou mais apaixonantes passam pelas nossas vidas todos os dias. Não parei para te esperar voltar e tão pouco você parou por mim. Mas será que isso realmente importa? Não me interessa quantas bocas e quantos corpos você beijou e tocou nos últimos meses, nesse intervalo de tempo. Também não me incomodo se quiser fazer isso na minha frente para dizer que pode mais, que não se abalou com tudo que vivemos. Você nunca consiguirá mentir pra mim. Há escondido no seu olhar um certo brilho que delata que você também sentiu as mesmas emoções e que um pedaço meu ainda vive em você. Não fui e não serei tão especial quanto você foi pra mim, mas fui diferente a ponto de manter um lugar intacto na sua memória. Eu não sou a mulher da sua vida e nem você o homem da minha e nem temos a pretensão de que assim seja. Mas estamos ligados e isso, você não pode negar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

But at least for now...

Vivo de sonhos. De muitos, por sinal. Alguns que talvez eu abandone pelo meio do caminho, mas um que me acompanha desde que eu era criança e pelo qual eu daria a vida. Um pelo qual eu seria capaz de largar tudo e todos. Família, amigos e até o amor da minha vida, se fosse preciso. Sempre quis ser famosa e reconhecida trabalhando naquilo que eu mais amo: o jornalismo. Mas não é só isso. Quero trabalhar como correspondente internacional. Ou seja, montar a minha vida em outro país. Venho me preparando para isso desde que me entendo por gente e tanto investimento nesse projeto, me dá cada vez mais certeza de que eu não vou abandoná-lo por nada. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, se no caminho aparecer o amor da minha vida, eu posso balançar. Parar pra pensar se todo esforço vale a pena a ponto de deixá-lo ficar. E descobrir que, se ele for mesmo O cara, posso ir tranquila porque ele estará me esperando de braços abertos quando eu voltar.

"It's so hard to say
But I gotta do what's best for me
You'll be okay..."
(Gotta go my own way - HSM2)

*Pauta para o site do TDB: Você abriria mão de um projeto de vida para viver uma história de amor?