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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fin [?]



Tomar uma decisão é sempre muito difícil. Envolve não só você mesmo como uma centena de outras pessoas que fatalmente serão atingidas por uma decisão que você tomar. O ato de decidir é comparável ao ato de quebrar um vidro. Quando você quebra um vidro, ele se estilhaça em incontáveis pedacinhos que se atiram por todos os lados, espalhando cacos por todo o caminho. A nossa sorte é que assim como os cacos podem ser varridos, a vida muito sábia e bondosa, quase sempre nos dá a chance de varrer os estilhaços das nossas decisões. Eu tive que tomar uma decisão hoje! Ou continuava com algo que já não me tinha valor, que já me fazia mal ou conversava, punha os pingos nos is e seguia em frente. Adiei ao máximo essa decisão por temer que a pessoa com a qual eu precisava conversar, acabasse estilhaçando essa decisão pra muito além da onde eu queria q ela fosse. Erro meu, admito, desconfiar de alguém que eu tanto admiro, que tanto me fez bem e que jamais faria algo que pudesse por em risco minha felicidade. Consegui colocar pra fora, consegui dizer o que sentia e tudo aquilo que precisava. Tenho plena certeza de que foi a melhor decisão e, prometo a mim mesma, que jamais irei me arrepender disso. Em nenhum momento quererei voltar atrás ou retomar aquilo que estou deixando. Afinal estou abrindo mão disso, pela minha felicidade, que aliás tem nome é sobremenome. Se eu perder essa pessoa, acho que meu mundo para, tenho certeza que morro, pq a sete meses é só por ele que eu respiro e por ele que eu vivo a cada amanhecer...Tenho certeza que Deus está me iluminando nessa decisão e que daqui pra frente a minha vida será uma alegria, agora, por completo!

Imagine...

E as minhas asas já não batiam mais no mesmo compasso de antes...eu já não conseguia alçar vôo, não conseguia tirar meus pés do chão. Era tudo tão frio, tão sórdido...fechava meus olhos para tentar descobrir em que esquina te perdi, em que mundo deixei você, aonde coloquei todas aquelas promessas e todo aquele amor. As lágrimas vinham quase que instantâneas e escorriam sem que eu ousasse interrompé-las. Não era pra ser assim! E a cada dia, desde a luz do sol ao seu poente, eu vou colando as penas das minhas asas, tentando fechar as feridas para poder voar de novo e sobrevoando cada espaço nesse universo encontrar você...Eu preciso sentir de novo o seu cheiro, sentir de novo o sutil toque dos seus lábios e ouvir suas palavras doces sussuradas ao meu ouvido! Preciso saber que me ama ainda, tanto quanto me amou um dia, ou tanto quanto eu te amo...Quero te levar de volta ao céu junto de mim, para recomeçarmos nossas vidas, para reconstruírmos nossos sonhos, para sermos felizes entre os anjos que abençoaram o nosso amor...eterno!

Corazón partío


Há algum tempo, não sei bem quando, entreguei a coisa mais preciosa que eu levava comigo àquele que eu achava ter escolhido a dedo. Àquele que eu acreditei que saberia dar valor e cuidaria como se nada no mundo importasse mais. Os dias se passavam e, cada vez mais cega...não via o que se desenhava ali na minha frente. E a cada minuto que passava, mais longe aquilo se tornava. Cada palavra já não tinha mais o mesmo som e agora pareciam facada espetando o peito e sangrando a carne; Cada sorriso não tinha mais a mesma cor, agora eram apagados, se ofuscavam atrás de uma máscara e milhões de mentiras. E ainda que tudo estivesse assim tão claro, tão evidente, algo em mim pedia, teimava e implorava pra não acreditar, pra tentar de novo e mais uma vez. Era só uma fase, foi só um dia, uma semana, um mês, dois, três...admite você tava errada. Foram meses, dias...tudo em vão, tanta mentira e tanta dor. Ai você lembra daquilo, daquele pedaço que você entregou àquele cara tão importante...era o seu coração, inteiro, perfeito, apaixonado. Então você olha e vê o que ele fez com aquele pedaciinho seu, tá ali na lata do lixo como um pedaço de pano usado, um resto de comida, uma coisa q você já não quer mais. Fecha os olhos, senta no chão, olha a lua...deixa as lágrimas correrem! Cria coragem, recolhe o que sobrou daquela partezinha tão especial pra você, tira do lixo...se arruma, se ajeita, recoloca no lugar....vai começar tudo de novo!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

The seven things I hate about me...

Que atire a primeira pedra aquele que nunca na vida cometeu um dos sete pecados capitais. Acho bem difícil encontrar alguém que nunca tenho se arrastado durante o dia com aquela preguiça monstra ou que não tenha invejado algo que não podia ter. Eu confesso que já cometi os sete pecados possíveis e, se houvesse mais, com certeza também os teria cometido. Sou avara quando o assunto são minhas roupas, meus sapatos ou qualquer coisa passível de colocar o pronome minha ou meu na frente. Detesto emprestar aquilo que tenho, mas adoro pegar emprestado dos outros. Sou gulosa com tudo, quero sempre mais e até que não considero isso um pecado em certas horas, afinal se eu quisesse sempre menos algo estaria errado comigo como se eu estivesse andando pra trás. Da inveja eu bem tento passar longe, mas é difícil não sentir, pelo menos uma pontinha, quando alguém tem aquilo que você tanto deseja e isso vale pra objetos e/ou pessoas. Esse deve ser o pecado mais delicado, porque é algo que foge do nosso controle e vai além das nossas vontades. Você não sente inveja porque quer, sente automaticamente. Já da ira, eu sou uma frenquetadora recorrente. Nasci irada, só pode. Brigo com deus e o mundo, 32 horas por dia e acho que se me deixassem brigaria mais. Não que eu goste de ser assim e eu bem estou tentando mudar, juro! A lúxuria quase nunca cometi, na verdade eu acho que só cometo quando estouro o cartão de crédito e ainda sinto um baita prazer nisso. Afinal passear cheia de sacolas pelo shopping não tem preço. A soberba me acompanha quando eu acho que sou boa demais naquilo que faço. De certo, todo mundo é bom em alguma coisa não é? Mas eu reconheço que tem horas que extrapolo e passo por cima de todo mundo achando que eu sou simplesmente A MELHOR! Por fim a preguiça, meu pecado preferido, cometo todos os dias, todos os segundos, sem culpa nenhuma. Tenho preguiça pra tudo! O meu estágio de preguicite é tão grande, que me encaixo nos preguiçosos mentais, que só de pensar já tem uma síncope de tanto cansaço. Pois é a preguiça de tão minha amiga já nem é mais pecado pra mim, é estilo de vida.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Só...

Ela é só uma menina meio mimada, meio inconformada, meio feliz, meio menina. Ela é só uma mulher meio responsável, meio triste, meio batalhadora, meio mulher. Ela é um paradoxo entre a liberdade e a prisão. Ela é uma indecifrável mistura do exótico e do belo, do indefinível e do lugar comum. Uma mistura imprecisa de medos, devaneios, loucuras dentro de uma extaa lucidez de verdades, sinceridades e aventuras. Ela sabe onde se mete, mas talvez não tenha idéia do quanto afunda. Ema é imprecisa, mas precisamente sábia na hora de metralhar suas palavras. Ela é toda indecisa, mas decide por si só o que é o melhor. Ela é insistente, chata, egoísta e por vezes chega a ser demoníaca, mas ela é doce, apaixonada e um anjinho que cuida de quem está ao seu lado. Ela tem cara de anjo e alma de fera. Desperta a leoa e ela te devora, parte a parte, não deixa nada. Desperta a gatiinha e ela ronrona a seus pés em busca de cariinho e de um pedacinho de você que a dê atenção. Cuide bem, ela é única e pode desistir de você a qualquer momento.