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domingo, 31 de dezembro de 2017

It's only life!




Porque, no fim do dia, o que a gente quer mesmo é ser feliz. Vem com tudo, 2018!!!

sábado, 31 de dezembro de 2016

Let them know who we are in our choices



Esse ano não vai ter textão. Não porque muitas coisas, boas e ruins, não tenham acontecido. Mas porque eu quero deixar 2016 para trás. O ano, que começou me derrubando, teve surpresas gratificantes, é claro. E teve muito, mas muito aprendizado. Num resumo rápido aprendi que, às vezes, as pessoas mentem para você. Não porque elas não confiem em você, mas porque elas não confiam nelas mesmas. 

Descobri, ainda, que aqueles que dizem que têm "boas vibrações" só te desejam o mal. Querem te ver pelas costas. Percebi que o que parece ser quase nunca é. Por outro lado, vi o amor florescer, mesmo que não para mim, pode ver como ele deixa as pessoas felizes, sorridentes e leves. Aliás, ver meus amigos com essa leveza fez de mim uma pessoa mais leve também.

Em 2016 eu descobri o que era sentir medo. Medo mesmo, desse de doer até os ossos. Mas soube que a frase "vai com medo mesmo" é muito verdadeira. Eu fui e deu certo. Pelo menos eu acho que deu. Estou aqui pronta para outra. Para mais uma, para mais um ano, para tudo de novo e outra vez. 

Que nesse ano que se inicia eu possa multiplicar os bons momentos, aproveitar mais o meu tempo, meus amigos e minha família. Que a maldade, a inveja e as coisas ruins fiquem para trás e não sejam capazes de me atingir. Que a fé, não a sorte, me leve para onde eu quiser e para onde eu tiver que estar. 

Obrigada por tudo 2016. Vem com tudo 2017! #blessed

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Never mind, I'll find someone like you

Fiquei sabendo que você vai casar. Eu não fui atrás, mas me contaram. Me disseram também que você parece feliz, tão realizado quanto nunca. Será mesmo? Queria dizer que isso não me importa. Em nada. Nem um pouquinho. Mas me importa sim e me afeta também. É que, no fim das contas, a sua vida mudou e eu passei. Passei sem nem ter o direito de saber o que realmente aconteceu. Fiquei aqui sem entender o que a gente teve. Ou melhor, o que a gente ensaiou ter e nunca teve.

Fiquei sabendo que você vai casar. Eu não sei se amanhã, depois, em 2017 ou 2032. Mas eu achei que ia ser comigo. Eu achei que depois de tanto tempo, encontros e desencontros, era comigo que você ia ficar. Era finalmente a nossa hora, a nossa chance de escrever uma história. Eu, você, dois filhos e um cachorro. Mas também podia ser um coelho, um gato, 15 filhos, um time de futebol inteiro. Nada disso. 

Fiquei sabendo que você vai casar e quando a vi entendi o que tinha de errado. Não era eu. Aliás, era sim. É que, no fundo, eu nunca fui a pessoa certa para você e nem você para mim. E apesar de ela parecer um pequeno protótipo meu em várias coisas, ela nunca será. E eu nunca serei. Nunca serei ela e nem sua. Você sempre será dela e não meu. Eu, com meu jeito torto, jamais seria capaz de mudar por você. Mudar de time, de gostos, de vida, de música, de vibe. Nem por você e nem por ninguém. Porque quem vai me merecer, certamente, vai me querer assim. E talvez seja por isso que você a quis e não a mim. Porque ela já veio pronta, moldada em um encaixe perfeito para você. Enquanto eu, com minhas rebarbas e meus cantinhos quebrados, não cabia mais em nenhuma parte da sua vida. 

Fiquei sabendo que você vai casar e eu, eu só quero que você seja muito feliz!

"I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things I didn't give to you"
(Someone Like You, Adele)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

You're gonna hear me roar!



Faltando poucas horas para começar 2016 eu estava tentando lembrar como foi o início de 2015. Não por nada, mas eu tenho para mim que entrei este ano chorando. Eu acho que estava com uma das minhas super crises de carências e de "nada dá certo na minha vida", motivo pelo qual muita coisa não deve ter dado mesmo. Aliás, essa é uma das metas (que já deve ter sido meta nos últimos 27 anos, mas não custa tentar de novo) para o ano que segue: ser mais "positive vibrations" e menos "Maria del Barrio soy". 

Mas vamos ao que interessa. Apesar do ano iniciado com um rio de lágrimas, 2015 teve muitos momentos bons para entrarem na história. Em junho fui parar em Cannes, um lugar lindo, chique e muito quente. Estive lá para acompanhar de perto o Cannes Lions e só posso dizer que foi uma experiência única. Andei por espaços que jamais achei que iria. Conheci algumas pessoas incríveis e aproveitei muito para ganhar mais conteúdo. De lá, no fim de semana de folga, ainda deu para esticar para Nice e Grace, dois pedacinhos de França tão simpáticos e convidativos que eu quase despertei a vontade de ficar por lá mesmo. 

Dois meses mais tarde foi a vez de realizar um sonho. Mas não um sonho próprio. Aos 60 anos minha mãe, finalmente, conseguiu viajar para fora do país e coube a mim proporcionar essa realização. Tudo bem que foram só cinco dias, pois era o que o dinheiro dava. Tudo bem que foi Montreal, mas nunca vi alguém tão feliz com tão pouco. E olha que, no fundo, a cidade bem que surpreendeu. Um lugar muito bonitinho no meio do Canadá. Nada que se compare a Toronto, claro, mas ainda assim muito marcante. 

Completando as viagens, em novembro, mais uma chance de conhecer um ponto turístico a trabalho. Viajamos para Foz do Iguaçu e pudemos conhecer de perto uma das maravilhas deste país, as Cataratas. Claro que não há uma infraestrutura excelente como as do Niagara, mas a natureza dá de dez na colega americana/canadense. É de encher o coração perceber como Deus foi capaz de criar coisas tão lindas e perfeitas. Acho que aquelas quedas nunca mais vão sair da minha memória...

No capítulo de coisas boas eu ainda preciso somar a reaproximação com amigos de longa data, mais encontros com as minhas irmãs de alma (que não importa o que aconteça sempre serão minhas) e o tão (ou nem tanto assim) esperado reencontro de dez anos de formatura do colégio. Mais uma meia culpa, eu confesso. Mesmo dez anos depois eu não consegui ser "superior" e cumprimentar aquelas que tanto zombaram de mim aos 16, 17 anos. Desculpe mundo, mas eu realmente não sinto nada por elas e não acho que eu deva fingir. Prefiro continuar sendo eu, sincera até a última gota, ainda que isso me traga muitos problemas. 

À parte disso, esse reencontro fez meu coração doer por outro motivo. Naquele ambiente onde eu vivi tanta coisa boa (e tanta coisa ruim, como o bullying, por exemplo), eu assisti de novo o mesmo filme com outros personagens. Acho que aquele colégio sempre vai me deixar com o coração apertado nesse quesito...Se bem que a culpa é minha (vamos lá amigos, mais uma meta para 2016), eu deveria aprender a falar as coisas que eu sinto. Na minha cabeça as pessoas são tipo mães Dinás e elas conseguem adivinhar, mas não é assim. Falei depois da hora, falei e fui levada na brincadeira...falei e fiquei sozinha de novo. Palmas para mim! Que no ano que desponta eu possa aprender a não deixar o bonde passar quando ele estiver ameaçando parar na minha porta, minha gente!

2015 teve muita coisa ruim também, é claro. Mas eu aprendi que coisas ruins devem ser esquecidas, enterradas no passado e daqui para frente é isso que eu quero fazer. Chega de ficar remoendo por anos a fio o que aconteceu, o que me machucou, quem me machucou...que vivam todos! Que sejam felizes todos. Eu só quero viver a minha vida como eu acho que devo, com quem eu amo, aonde eu estiver a fim e ser muito, muito, muito feliz porque eu mereço. Ah, como eu mereço. Todos nós merecemos...

Por isso aqui me despeço com a certeza de que 2016 será um presente mágico, um divisor de águas (mas sem lágrimas, por favor) recheado de saúde, amor, felicidade e com a chegada do meu príncipe encantado (ajuda ai Santo Antônio!). Um ano abençoado, um ano marcante e um ano repleto de crescimento. Feliz 2016! #vemcomtudo

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Até breve, Gisele!

Anote no calendário essa data: 15 de abril de 2015. Uma quarta-feira como outra qualquer ganhou os holofotes e virou história quando a über model Gisele Bündchen anunciou que seria este o dia de sua aposentadoria das passarelas. Terremoto no mundo da moda. E, agora, o que será de nós sem a musa das musas, Gisele?

O local escolhido para a despedida foi aquele onde a top fez sua estreia, a principal semana de moda do país, a SPFW. O desfile em questão, o da marca Colcci. Dezenas, milhares de pessoas apinhadas, disputando a tapa os seletos convites para assistir de perto o adeus da rainha. O assunto do dia era ela. Só dava ela! 

Se eu estava lá? Não dentro da sala, mas assistir do QG da imprensa não foi menos emocionante. Quem não se emocionaria com um fim triunfal como este? Modelos vestindo camisetas estampadas com o rosto da top preencheram a passarela e celebraram Gisele. Assim como o público, a ovacionaram, a aplaudiram e seguraram as lágrimas.  

A gaúcha foi o símbolo de uma nova era. Considerada o patinho feio da família, começou a carreira aos 14 anos quando foi descoberta por um olheiro em um shopping de sua cidade natal, Horizontina (RS). Veio para São Paulo tentar a vida e saiu vencedora do então, The Look of The Year, promovido pela Elite Models à época. Virou fenômeno!

Aos 17 anos era destaque nas passarelas de Alexandre McQueen, seu primeiro desfile internacional. Depois vieram Valentino, Zara, Bulgari, Versace, Ralph Lauren, Dolce &Gabana, e muitos outros. Todos queriam Gisele! Em 1999, mais um marco para a carreira: a modelo conquistou o cobiçado posto de angel da grife Victoria Secret's. Quem iria imagina que a menina magrela, aquela que homem nenhum queria na adolescência, se tornaria a musa dos sonhos eróticos de muita gente? O mundo da voltas!

Büdchen coleciona recordes. Já bateu a marca de mais de 500 capas de revista em todo mundo e, há oito anos, figura como a modelo mais bem paga do mercado. Ser Gisele, meu bem, não é para qualquer um.

O fato é que Gisele já nasceu estrela. Veio carregada de uma luz própria que poucos possuem. Ela tinha que brilhar e brilhou. Levou o nome do Brasil para o mundo, mostrou que as brasileiras sabem ser sexys, calou a boca de muita gente e se tornou rainha das passarelas, da mídia, do marketing e, porque não, do mundo.

E agora que os holofotes se apagaram, que ela deu a última passada em direção ao backstage fica um vazio, uma sensação estranha de saudade misturada com esperança. Ela já disse que iria abandonar as passarelas uma vez, lá atrás em 2001, mas voltou. Ressurgiu estonteante como só ela sabe ser em um desfile de Christian Dior em Paris. Por isso, fica aqui nosso pedido para que esse não seja o adeus definitivo de Gisele do catwalk. Façam figas, mandingas, orações a todos os santos, simpatias, mas ficar sem a modelo não dá. Ninguém pode substituir o olhar penetrante, o caminhar malemolente, o corpo de medidas perfeitas, o cabelo das ondas dos sonhos...

Um dia depois do fim só há uma coisa a dizer: até breve, Gisele!





domingo, 5 de abril de 2015

There's a heart that must be free to fly

Eu sou aquela que foi cortada em mil pedaços, perfuradas em todas as direções, mas que insiste e persiste. Resiste, feito aço por fora, mais mole que maria mole por dentro.

Sou aquela que ainda acredita mesmo quando diz que não. Que não confia nas pessoas certas, mas deposita uma vida nas erradas. Aquela que nunca ouviu um eu te amo. E que também não disse, porque não tem coragem para enfrentar a não reciprocidade.

Sou aquela que tem corpo de mulher, mas coração de menina. A idade no RG não é a mesma da minha cabeça. Ainda tenho medo e ainda tenho sonhos. Os mesmos sonhos bobos e infantis que me garantem que há um mundo ideal e um alguém perfeito.

Eu sou aquela que já sabe que não há príncipe, final feliz ou pote de ouro no fim do arco-íris, mas também sou aquela que quer fazer essas coisas existirem. Sou aquela que tenta, que não entende, que desiste, que não se entrega, que não sabe ser.

Sou aquela que espera alguém que vá me ajudar a me compreender. 

"Who is that girl I see
Staring straight back at me?
When will my reflection show
Who I am inside?"
(Reflection, Christina Aguilera)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

TAG That’s true? 25 fatos sobre mim

Quem pensa que este blog morreu, está quase certo! Ando correndo tanto que o sono tem vencido a luta diária com a minha vontade de voltar a escrever. No entanto, recebi um convite muito bacana da minha amiga Mel Campo do Na Ponte Áerea e não tinha como recusá-lo. 
Hoje, vou responder uma TAG que eu achei muito da divertida: That’s true? 25 fatos sobre mim.
tag-thatstrue
Como funciona:
* Contar 25 fatos sobre mim, sendo 20 fatos verdadeiros e 5 falsos.
* Indicar 10 blogs para responder a TAG, onde cada blog vai ter 6 chances de adivinhar quais os 5 fatos falsos do blog que o indicou;
“Prêmio”: O blog que acertar os 5 fatos dentre os 6 que escolher, terão um post no blog que o indicou, dedicado exclusivamente ao seu blog (para ajudar a divulgar). Se você errar, é você quem terá que fazer um post para o blog que te indicou.
Sobre a resposta: Os blogs terão 1 semana para responder, e assim que todos responderem, o blog que indicou revelará quais são as suas 5 mentirinhas.
Motivo: Ajudar a divulgar o blog entre os leitores dos outros blogs, nos conhecermos um pouquinho mais e ter mais amizade entre os blogueiros.
Bom, a Mel é uma das minhas melhores amigas desde que eu me entendo por gente. Se eu errar vai ficar feio. Mas adivinhem? É MUITO óbvio que eu vou errar hahahahaha
As mentiras da Melzitcha são (ou melhor, o que eu lembro é):
3. Não sei se quero ter filhos
7. Eu era muito esportista: atletismo, vôlei, handball, ginástica olímpica…
11. Sou alérgica a várias coisas
12. Não bebo nada alcoólico
19. Não sou ciumenta
21. Já quebrei perna e braço quando eu era mais nova
Bueno, agora é a minha vez. O que é mentira sobre mim?:
1. Sou jornalista com diploma.
2. Trabalho na área desde que conclui a faculdade.
3. Amo gente!
4. Sofro de amores platônicos.
5. Minha série preferida é One Tree Hill.
6. Sempre fiz esportes, mas nunca fui boa neles.
7. Sou apaixonada por dança.
8. Meu sonho é morar em Los Angeles.
9. Escrever é minha terapia.
10. Torço para o Palmeiras.
11. Sou fã de rock.
12. Viciada em comida japonesa
13. Meu canal preferido é o Discovery ID
14. Gosto de ler
15. Meu filme favorito é O Diário de Uma Paixão
16. Odiei Nova Iorque
17. Nunca quebrei nenhuma parte do corpo
18. Amo melancia!
19. Tenho preguiça de fashionistas.
20. Canto mal, mas vivo cantando por ai
21. Música é um vício 24/7
22. John Mayer é meu ídolo mor.
23. Tenho quatro tatuagens
24. Quero me mudar do Brasil asap
25. Nunca namorei na vida
Para responder a TAG eu indico:

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

What Are You Waiting For?


Logo ali na esquina tem um novo ano chegando. Com ele, novas esperanças, novos sonhos e novas chances para escolher caminhos. E eu não vejo a hora dele chegar! 

Eu não tive um 2014 fácil. O que não significa que meu ano foi de todo ruim. Nos primeiros dias de vida ele prometia ser diferente. Eu acreditei que, finalmente, minha panela poderia encontrar sua tampa, mas é claro que isso não aconteceu. Eu acreditei em uma possibilidade inexistente e me decepcionei. Tanto que no amor o ano só degringolou dai para frente. Aliás, acho que não houve amor em SP no meu caso. Mais 365 dias sozinha. 

Se o coração não andou muito bem, a saúde tão pouco. Ganhei a companhia de enjoos que continuam comigo e, veja só, mesmo me virando do avesso, ninguém descobre o que é. Na verdade, reza a lenda de que seja tudo emocional, e eu não duvido nem um pouco disso. Se 2014 pode me deixar uma lição é essa: preciso parar de negligenciar meus sentimentos e acreditar um pouco mais em mim. Minha cabeça tem uma facilidade extrema para absorver o que é ruim, a negatividade, e sempre ativar esse cantinho quando algo acontece. Sou apegada ao medo nas suas mais variadas formas e preciso mudar isso.

O ano também não foi bom para as amizades. Mas as dores foram tantas e tão profundas que eu decidi esquecer disso. Só quero comigo quem gosta de mim, quem me quer bem e quem me faz bem. Chega de ser a segunda opção.

No trabalho as coisas saíram um pouco melhores. Tive uma chance de mudar tudo, mas escolhi ficar. E eu não me arrependo. Não era a hora e nem o caminho certo para mim e hoje eu tenho a certeza disso. Sobre as férias eu não poderia ter passado um tempo melhor. Voltei para o meu lar de coração: Los Angeles. Como foi bom reencontrar aquele espaço onde eu me sinto tão bem e tão pertencente. Para não repetir a viagem como em 2012, houve espaço para conhecer a Disney. E aqui cabe uma correção: eu encontrei o amor da minha vida hahahaha Captain America, I will be back someday! À parte dos meus romances platônicos, neste ano conheci São Francisco e um lugarzinho muito especial chamado Santa Bárbara. Califórnia me surpreendendo mais e mais a cada novo encontro.

Neste ano não realizei o sonho de abraçar o James de novo, mas consegui assistir ao One Direction ao vivo pela primeira vez e foi ótimo. Me senti como uma adolescente apaixonada vendo sua banda favorita. O melhor de tudo foi que ainda ganhei a cobertura pelo Omelete e tive meu texto publicado para o mundo inteiro ver, com direito a home e tudo. Se você perdeu, confira aqui: One Direction em São Paulo

Enfim, num balanço geral, o ano teve seus percalços, mas teve muita coisa boa. Só isso que levo para vida, o que aprendi, o que houve de maravilhoso. Para 2015 eu espero que tudo de bom se repita e se multiplique. Que seja um ano especial para mim, para os que me cercam e para todos. Um ano de mudanças e de muita, muita, muita felicidade!

Feliz 2015!
Happy 2015!
Bonne année!
Feliz año nuevo! 


sábado, 15 de novembro de 2014

What page you're on

Ainda estou tentando entender o que aconteceu, ou melhor, o que não aconteceu. Quer dizer, eu devo confessar que aconteceu, milhões e milhões de vezes na minha mente. Mas, agora, eu tenho certeza absoluta de que só nela e em outro lugar nenhum. E eu me pergunto de quem foi a culpa. Foi minha? Foi sua? Foi de nós dois ou de ninguém? 

Eu não sei o que se passou na minha cabeça, tão pouco na sua. Já dizia a canção "eu costumava pensar que um dia ia contar a história de nós", mas não há história. Nunca terá. Porque você nunca será e eu nunca serei. Nós nunca seremos capazes de traduzir em palavras, um para o outro, o que foi, o que poderia ter sido ou o que nunca era para ser. Nós somos assim. Ponto final. Próximo capítulo. 

A simple complication, miscommunication
Has lead to fallout
Too many things that I wish you knew
So when your wall's up I can't break through
(Story of Us, Taylor Swift)

domingo, 5 de outubro de 2014

I miss you, you know

Sentir saudade dói. Dói tanto que quase ninguém no mundo quis inventar uma palavra para transmitir esse sentimento. É que muito difícil colocar em sete letras uma dor que não caberia nem no dicionário inteiro. Eu não gosto de sentir saudades. Na verdade, eu pouco sinto. Sinto mais dos tempos que ficaram para trás do que de gente. Mas com você é diferente. 

Me dá um desespero cada vez que eu me dou conta de que você não está por perto. Nem perto fisicamente, nem perto emocionalmente. É uma saudade desesperadora de uma conexão que existia, de um abraço que me cabia, de um espaço que era meu e em algum momento se perdeu. Tudo ficou para trás. Eu nem sei bem onde e nem quando. E acho que essa atemporalidade me consome e me aperta ainda mais a saudade. 

Talvez falar tudo isso para você resolvesse. Mas sabe o que seria pior que essa saudade cortante? Não haver reciprocidade. É aquela coisa, a saudade até pode ser boa se vier dos dois lados. Pode até nascer uma esperança dela ir embora, uma hora ou outra, é dar espaço para uma felicidade absurda. Mas se isso não acontecer, até a saudade abandona. Fica no lugar dela um vazio, uma falta, uma inércia... 

Prefiro ficar sentindo saudade. Saudade de tudo que foi e até daquilo que nem chegou a ser. Prefiro ficar esperando que ela alcance você de algum jeito e possa trazer você de volta.


"And I'm surrounded by
A million people I
Still feel alone
Let me go home
I miss you, you know"
(Home, Michael Bublé)

domingo, 14 de setembro de 2014

Maybe I will tell you all about it

Eu não sei quem é você. Pode ser aquele moço sentado ali de camiseta azul, comendo um pedaço de pizza enquanto ouve sabe-se lá deus o que no fone gigantesco. Talvez seja o rapaz engomado, com um jornal debaixo do braço e a carinha de bom moço. Ou , quem sabe, tem um daqueles rostos que eu não vi ainda e que eu nem vou achar bonito da primeira vez que passar por mim. Eu não faço a menor ideia...

Aliás, será que eu já cruzei com você em uma dessas esquinas e nem me dei conta? Ou será mesmo que você anda tão escondido que vai ser mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que achá-lo nessa montanha russa que a gente chama de vida? Prefiro ficar com a opção de que eu já vi o seu rosto. Já desenhei seu corpo e todos os seus traços. Defini seus gostos e tudo aquilo que não te agrada. Já te fiz pronto e agora só estou esperando topar com você dentro do trem, fazendo compras no mercado às duas da manhã ou andando perdido por ai, sem rumo e destino. Bobagem!

Você vai chegar sem avisar. Vai entrar chutando a porta e mandando todas as minhas certezas - e todas as minhas ilusões - para a casa do chapéu. Vai ocupar todo o espaço e não deixar nem um cantinho de dúvida espalhado. Vai provar que no meio de tanta gente chata e sem graça existe alguém politicamente imperfeito para ser tudo aquilo que eu achei que queria, mas não tinha nada a ver comigo. 

A verdade é que eu não sei quem é você e não faço a menor ideia. Mas eu tô esperando. Tô aqui esperando você me deixar sem ar, me puxar pela cintura, me abraçar quando estiver frio e me beijar na chuva. Tô aqui esperando nosso conto de fadas e nosso para sempre, que vai durar o suficiente para ser inesquecível. Eu tô esperando você chegar roubando meu mundo e tirando meus pés do chão. E nem importa se você é o moço de camiseta azul comendo um pedaço de pizza ou o rapaz engomado com um jornal debaixo do braço. Mas eu tô esperando...

"Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one"
(Love Song For No One - John Mayer)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Story of My Life


Eu odeio despedidas. Dar tchau me doí muito e mesmo sendo quase tão adaptável quanto um camaleão, eu não gosto muito dessa ideia de deixar para trás uma centena de coisas boas. Me aperta o coração parar para pensar e reviver cada momento querendo que ele ainda estivesse acontecendo. Mas não tem jeito, né? A gente precisa desapegar e deixar as coisas irem, mudarem, mexerem. Só nos resta torcer para que seja sempre para melhor e melhor e melhor. E sabe que, apesar de tudo, nesse ano eu finalmente aprendi que quando a gente desiste de planejar e se joga apenas no modo viver as coisas funcionam bem mais?

Pois é, apesar da minha problemática toda com despedidas, em 2013 eu aprendi a dizer não. Aprendi a dizer não e a deixar que elas fossem, mesmo contra a minha vontade. Não adianta dar murro em ponta de faca. Não adianta lutar por alguma coisa que você acha que te faz bem, mas, no fundo, só te puxa para baixo. Eu tenho orgulho de dizer que aprendi a dizer não para todas essas coisas e para todas essas pessoas. Mas, calma, eu também aprendi a dizer sim. Aprendi a dizer sim para mim e para as minhas vontades. Sim para o que me faz bem e para o que me faz crescer. E foi tão bom!

Eu, honestamente, estava com medo do que 2013 ia me trazer. Ao contrário da Taylor Swift, esse nunca foi e/ ou será o meu número da sorte. No entanto, o ano foi magicamente melhor do que eu pensava em vários aspectos e, acredito, fechou com um gostinho de quero mais. Tudo bem, vamos começar a pesar pelo negativismo só para dar um sabor apreensivo ao texto. Neste ano eu tive dois episódios que eu não gostaria de repetir. Fui assaltada e tive uma arma apontada, balançando para cima e para baixo, como se a nossa vida não valesse nada. Eu confesso que ri na cara do perigo (haha) e tentei não entregar o meu celular para o bandido. Mas a ideia de que ele ia invadir o carro e atirar nos meus colegas me fez amar a vida e deixar o meu bem ir embora. Felizmente, vão-se os anéis, mas ficam-se os dedos. 

A outra cena ruim escrita nessa história é uma nova virose. Dessa vez no fim do ano e mais forte do que a de 2012. Mas como tudo tem um lado bom nessa vida, o meu piripaque no trabalho (sim, de novo!) valeu para me fazer perceber que tem gente que se importa. Não importa a forma, mas se importa e zela pelo meu bem estar. Ah, claro! Serviu também para saber que não se come um pacote inteiro de cookies pela manhã sem arcar com as consequências de uma tarde simpática no hospital e mais uma semana se recuperando.

Agora deixando de lado o que foi ruim - que deve ter tido MUITO mais coisa, mas a minha memória seletiva certamente já deletou - vamos para as coisas boas (ihuuuuuu!). Em 2013 eu realizei alguns sonhos. E que sonhos! Riam de mim. Me julguem. Sambem na minha cara. Façam o que quiser. Mas neste ano eu vi, eu abracei, eu beijei e eu desejei loucamente não sair mais do lado do meu James Lafferty (conhecido também como Nathan Scott de One Tree Hill). Foi incrível! Uma experiência mais do que perfeita e muito melhor do que eu tinha imaginado. O encontro me rendeu muito mais que uma foto e um autógrafo. Me deu a lembrança do melhor abraço, do cheiro mais gostoso e da simpatia de um "heyyy" que eu nunca vou conseguir esquecer.

Além do meu príncipe encantado particular, tive a honra de ir, não em um, mas em dois shows do John Mayer. Trilha sonora da minha vida, acho que eu ainda estaria na Arena Anhembi ou em Wembley ouvindo os solos de guitarra e as melhores letras de todos os tempos. E falando em Wembley, eu finalmente deixei as terras americanas para pousar e pisar em solo europeu. Ao lado do meu fiel amigo, irmão camarada, coletamos mais algumas histórias para a nossa mochila de viagens. A dupla SG deixou sua marca em Paris, Amsterdã, Bruxelas e Londres, é claro.

E ai eu poderia ficar aqui desfilando mais um milhão de coisas boas, mas dizem que felicidade a gente não espalha. Só que eu acredito que felicidade a gente compartilha, a gente divide com quem importa e, acima de tudo, felicidade a gente vive ao lado de quem ama. Por isso, é isso que desejo a vocês em 2014: felicidade compartilhada, somada, dividida, vivida!!!!!!!!!!!!!!!

Feliz 2014! ♥



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

It's hard to say it, time to say it

Nós crescemos juntas. Foram anos e anos lado a lado dividindo medos, dores, sorrisos, alegrias e descobertas. Pelo menos era isso que achava. Era isso que eu repetia para mim mesma todos os dias ao acordar e era assim que eu tentava me convencer de que eu tinha as melhores amigas do mundo. Naquela época eu responderia sem pestanejar que elas eram tudo o que eu tinha e que eu não poderia ter escolhido melhores. Eu diria que elas estariam ao meu lado para o que desse e viesse. Eu desafiaria quem ousasse duvidar do carinho que elas sentiam por mim.

Eu estive com elas e para elas com a certeza de que elas estavam comigo e para mim. Eu fui ao inferno por elas. Eu arrumei brigas, confusões e sai em defesa delas tantas e tantas vezes. Eu troquei de sala, de aparência, de gostos. Eu fiz tudo o que eu podia para ser para elas o que elas eram para mim. E eu achava que eu era feliz. Eu realmente acreditava que depois de tudo o que a gente tinha vivido e das memórias todas que tínhamos colecionado, eu realmente achava que elas eram as minhas melhores amigas. Melhores mesmo. Dessas que a gente leva para vida e termina em uma roda no hospital geriátrico rindo loucamente das peripécias da adolescência.  

O problema ficou no verbo. Eu achava tudo isso. Hoje, eu já não acho mais. Sabe aquela história que seus pais e seus irmãos mais velhos contam de que quando o colégio acaba muitas amizades também? Pois, então, eles estão errados. Amizades que começam na escola, na infância, duram uma vida inteira quando são realmente amizades. E aí, quando vocês todas estiverem no hospital geriátrico, vão rir das memórias e olhar as fotografias juntas, de mãos dadas, revivendo momentos fantásticos que só existiram porque vocês estavam, vejam só, juntas.

No meu caso, e no de algumas outras almas perdidas por ai, aconteceu que não era amizade. Pelo menos não do lado de lá. Era, sei lá, alguma coisa no in between do coleguismo e do comodismo. Mas nem vale a pena dissertar sobre ou tentar entender porque tudo já passou. E nem foi uma questão de escolhas erradas. Nada disso. Foi só incompatibilidade de gênios que toda criança aceita ou disfarça, mas que não tem espaço para ser escondida na vida adulta. Foi um desvio de caminho, uma lição que precisava ser aprendida e algumas páginas que precisavam ser escritas antes de chegar a essa aqui. Foi só um detalhe e um amontoado de histórias para que eu ria um dia, num hospital geriátrico qualquer, ao lado de quem realmente vá valer a pena. 

"Every memory of walking out the front door
I found the photo of the friend that I was looking for
It's hard to say it, time to say it
Goodbye, goodbye"
(Photograph - Nickelback)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Who knew...

Antes não era sobre você, mas agora é. Naquela época não tinha nada a ver com você, mas agora tem. O engraçado é que nada mudou, mas, mesmo assim, tudo que era para ele é agora para você. É, eu concordo, não faz sentido. Tenha certeza que não faz sentido algum. Mas será que não é essa mesma a ideia? Eu sei, eu sei que eu estou complicando tudo e eu sei também que sou eu quem não sabe o que quer, mas é que no fundo eu esperava que, de algum modo, você fosse me ajudar a descobrir. Só que você não fez isso. Ou fez, mas errou de novo. Porque você sempre erra e eu sempre acho que você está errado. E numa dessas acaba virando sempre sobre mim e não mais sobre você ou sobre ele. Aí não tem mais uma possibilidade de um nós. Só ficam um eu aqui e um você aí com essa relação meio estranha. Nem quente e nem fria. Nem vai nem fica. Os anos vão passando e a gente continua nessas. O problema disso tudo é que agora é sobre você. O problema disso tudo é que talvez sempre tenha sido sobre você...

"Do you hear me? I'm talking to you
Across the water, across the deep blue ocean
Under the open sky
Oh my, baby I'm trying"
(Lucky - Jason Mraz feat Colbie Caillat)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

...

Me disseram que ia passar com o tempo. E eu acreditei que fosse mesmo. Dia após dia eu esperei tranquilamente pelo fim. Ele ia chegar. Cedo ou tarde ele iria chegar. E eu até achei que já tivesse chego. Uma dezena de vezes eu respirei aliviada pelo fato de que havia terminado. Mal sabia eu que estava só começando. Demorou muito para ser diferente e talvez, no fim das contas, acabe sendo tudo igual como sempre foi. Mas ainda assim é uma nova esperança de que dessa vez realmente seja o fim para que haja um novo começo. E talvez o que eu precise seja só um novo começo. Um começo de algo que aconteça de verdade e não só na minha mente. Uma chance de encarar de frente algo que saia das páginas de um conto de fadas e se transforme em vida real. Uma chance a mim mesmo de ser feliz.

"And all the bad boys are standing in the shadows
And the good girls are home with broken hearts
And I'm free, free falling
Now I'm free, free falling"
(Free Falling', John Mayer)

sábado, 1 de junho de 2013

Te Esperando

Falta alguma coisa. Sempre falta alguma coisa. Seja um olhar, seja uma palavra, seja um toque. Sempre falta aquele frio na barriga para que eu queira seguir em frente. Não é que eu não queira tentar. Veja bem, eu quero e quero muito, mas é que falta e eu não sei dizer o que. Na verdade, eu sei sim. Falta romance...Falta romance e falta querer.

Eu passei a minha vida inteira em um mundo de sonhos e eu me recuso a deixar de acreditar neles. Desculpe, mas ninguém vai conseguir me fazer acreditar que os meus heróis românticos só existem nos livros , na Tv ou nos filmes. Eles existem! Claro que eles existem! Se eles nunca tivessem existido como conseguiriam ser tão bem retratados em tantas histórias? Não, não me venha com as explicações científicas de que elfos, duendes e bruxos não existem. O ponto aqui é diferente. Homens assim existem, sim, e o único problema é encontrá-los. Mas eu não ligo se tiver que esperar uma vida pelo meu príncipe encantado. Nem me incomodo se levar anos para perceber que ele estava o tempo todo bem debaixo do meu nariz. Mas eu vou ligar se errar de novo. Vou ligar se ele não ligar ou não se importar de novo. Vou ligar se ele me fizer chorar, se ele me deixar para trás sem nem se importar, se ele me usar e for embora.

A sociedade que se dane com essa balela de que eu preciso encontrar vários errados antes de chegar ao certo. Já errei uma vez e estou humildemente dispensado a possibilidade do segundo erro. Ainda que falte, que falte muito, eu vou esperar por aquele que não vai deixar faltar mais nada.


"Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando"
(Te Esperando, Luan Santana)



domingo, 30 de dezembro de 2012

Live while we're young


Quando 2012 despontou no horizonte, eu recebi de presente 366 páginas em branco para escrever o que eu bem entendesse. Eram 366 novas chances para transformar o que havia de ruim, para buscar o que havia de bom. Eram 366 dias para compartilhar com alguns e subtrair de outros. Logo no primeiro minuto deste ano, ganhei uma caneta e a primeira folha para rascunhar tudo o que estava por vir. E eu vi, vivi e escrevi tanta coisa! Um livro. Doze volumes. Doze meses carregados de histórias, lágrimas, sorrisos, vitórias e derrotas. Tiveram mocinhos, princesas, vilões e bruxas. Outras dimensões com novos e velhos personagens. Uma viagem em um túnel com uma luz brilhante no final. Uma viagem que só começou!

Como em toda série, eu adoraria pular algumas partes e dar um fast forward para o que houve de bom. Mas nenhuma vida tem só histórias felizes. Fui arrebatada por uma virose nada bem vinda há algumas semanas do meu aniversário. Só um susto. Uma pequena vírgula naquela página. No mesmo capítulo, no entanto, outra surpresa nada gratificante. Pouco depois do tão esperado 29 de fevereiro, aquele que se dizia melhor amigo virou as costas sem nem se importar. Passou uma borracha em tudo que tínhamos vivido juntos e foi escrever a história dele em outro livro. E sabe o que eu acho? Que daqui há alguns anos vou receber uma cartinha como a que desenterrei essa semana: "sua amizade me fazia mal e eu precisava me afastar". O que eu penso disso? Acreditem nas pessoas erradas, mas não chorem por terem perdido as certas depois. Fica a dica :)

Quando o assunto é mágoa, ainda posso passar para o caderno duas humilhações sofridas no trabalho. A semana mais infernal da minha vida no lugar que todos consideram o paraíso: Ilhabela. Mais do que marcas na pele (das picadas intermináveis de pernilongo), ficaram as marcas na alma. Nunca tinha sido tratada com tamanho desprezo por ser uma "prestadora de serviços". Acho que posso dizer que senti por cinco dias o que lixeiros, empregadas domésticas, pedreiros e tantos outros profissionais sentem todos os dias sem reclamar. Por isso, aproveito para dizer que respeito é necessário e agradável em TODOS os âmbitos e para TODAS as pessoas. Desculpe o clichê, mas ninguém é melhor do que ninguém e, quando morrermos, vamos todos para o mesmo lugar. Como se não bastasse, de volta ao escritório aprendi uma lição valiosa. Todos que estão acima de você em uma empresa vão dar um jeito de te pisotear um dia ou outro. Você pode fazer tudo certinho, chegar sempre no horário e ser nota 10. Não adianta. Você será humilhado na frente de todos os seus colegas de trabalho por um erro que não cometeu. Lembra quando eu disse que minha história neste ano tinha bruxas e vilões? 

Passada muita água embaixo da ponte (olá, clichê dois!), meu ano teve passagens muito mais importantes do que as notas ruins de rodapé. Levaria horas para descrever o capítulo de uma das viagens mais maravilhosas da minha vida. Eu me apaixono facilmente por tudo que eu vejo, é verdade. Mas encontrar o amor pela primeira vez nas calças da Hollywood Blvr foi inesquecível. Sentir a sensação de pertencimento, de ter um lugar feito só para você enquanto passeia pela Rodeo Drive ou pelas mansões de Beverly Hills. Ter medo de ser preso por stalkear as celebridades, por visitar as casas do Efron, da Perry e do Mayer. Se jogar de cabeça em outro oceano e deixar sua marca registrada nas areias de Venice Beach e Santa Mônica. Tudo acompanhada de novo melhor amigo que ocupou melhor do que ninguém o espaço vago. 

Só o começo! Continuar as aventuras pelas ruas da poderosa Vegas. Ficar em um dos hotéis mais luxuosos do local, com direito a TV te recepcionando e uma vista de tirar o fôlego. Terminar o passeio caminhando cheia de compras pela Times Square ou conversando face to face com a Estátua da Liberdade. Ter uma crise de pânico no metrô de Nova Iorque e acabar ficando de cara com a cidade antes de morrer de amores por ela. Caminhar pelo Central Park e atravessar Manhattan inteira a pé....

Falando em companhia, trazer de volta para o seu lado aqueles de 1900 e bolinha. Cultivar, cuidar e amar aquelas meninas que te amam desde sempre. Dar adeus a outros que não tiveram a chance de saber quem você era e que não fazem falta para os próximos capítulos. Tudo acompanhado de uma soundtrack recheada de Mayer, One Direction e, claro, Bruno Mars que abriu 2012 ao vivo e em grande estilo. Na calçada da fama, cruzar com Claudia Leitte, Buchecha, Tiago Iorc e Marcelo Mancini. Tantos momentos, tantas festas, tantas músicas, tantas histórias. 

Falta pouco mais de 24 horas para 2012 ir embora. Já fiz minha lista de resoluções para o ano novo e já estou na ansiedade para receber meu novo caderno. Minhas novas 365 páginas em branco. As novas 365 chances para escrever meu futuro. Um novo livro. Doze volumes. Doze meses carregados de histórias, lágrimas, sorrisos, vitórias e derrotas. Que tenham mocinhos, princesas, vilões e bruxas. Outras dimensões com novos e velhos personagens. Uma viagem em um túnel com uma luz brilhante no final. Uma viagem que só começou!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Set Fire To The Rain

Poderia ter sido um ano silencioso, não fosse a transformação que ele proporcionou logo nos primeiros meses.  Poderia ter sido um ano agitado, não fosse a vontade de redescobrir quem eu era e o que eu realmente queria. Talvez possa ser classificado como um ano de mudanças, embora não tenha havido tantas...Poderia ter sido só mais um ano para somar aos passados, mas não foi.

Ano passado não menti ao dizer que 2011 teria trabalho se quisesse ser tão bom quanto meu 2010. Hoje, preciso dizer que não conseguiu, mas passou perto. Os últimos 360 dias se esforçaram minuto a minuto para bater o quase incomparável antecessor. Se antes havia sido um tempo de diversão, este foi um tempo de mudanças. Novo emprego, nova rotina, novas pessoas, novos conceitos e novas perspectivas de vida. Sem exagero, quem sabe, uma nova "eu" não tenha nascido entre as páginas do calendário.

Entre as tantas indas e vindas do último ano, felizmente, este ficou marcado como o ano de voltas. Volta ao passado, ao escondido no armário, ao enterrado bem no fundo da alma. Peça por peça, os assuntos até então inacabados, foram entrando nos eixos. Uma rachadura no gelo aqui, um pedido de desculpas ali e cada erro foi sendo lentamente corrigido numa tentativa de voltar ao que era, ou ser ainda melhor.

Em 2011, sinto que cresci e amadureci um bom tanto que o calendário não me parece ter registrado. Eu posso dizer que tentei. Tentei ser menos explosiva, menos infantil, mais tolerante, reclamar menos e uma série de outras tantas coisas. Se eu acho que consegui? Ainda falta muito para consertar, mas o meu "novo eu" me parece muito mais feliz e em harmonia com as outras pessoas do que costumava ser ano passado. Brigas e desentendimentos  traumatizantes não fizeram parte da minha lista de memórias, ao menos.

Se pudesse batizar o ano que vai eu o chamaria de "Ano do Recesso". Dei trégua ao meu coração e mantive o amor fechado para balanço. Precisava me amar mais antes de amar alguém. No começo tudo funcionou, mas um incidente em uma balada qualquer em uma noite que eu não queria ter ido, levou todo um trabalho de autoestima ao chão. Não, ela não está tão baixa quanto antes, mas voltou ao estado de inércia do qual é pouco provável que consiga sair. Não quero mudar por alguém. Nessa área, decidi que 2012 é meu deadline - se me cabe o parênteses jornalístico. Tenho 366 novos dias para procurar pelas ruas e esquinas alguém que saiba meu nome por mais do que uma noite e que queira mais do que dividir a conta da lanchonete.

Como já dito, ou deixado implícito, depois do incidente minhas saídas foram reduzidas a jogos de videogame regados a pizza e coca cola ou, no máximo, uma esticada até a hamburgueria mais próxima. Fora isso, apenas três ou quatro dias de arrepiar com aqueles shows que me fizeram agradecer muito por estar aqui: Katy Perry, The Maine and The Asteroids Galaxy Tour, you rocked my world!

Esse ano não quero citar pessoa por pessoa como sempre faço. Vou quebrar as regras porque sei que aqueles que realmente merecem vão saber que estão aqui sendo agradecidos por todo o bem que me fizeram. Muito obrigada a vocês que NUNCA desistiram de mim, que estiveram ao meu lado para rir ou para chorar e que, principalmente, me aguentaram firmemente durante esses dias e meses. Conto com isso em 2012, heim? rs Afinal, não quero e não posso perder jóias tão raras como vocês. Quatro ou cinco, menos que meus dedos das mãos, vocês estão ai e sabem o quanto eu amo vocês e o quanto eu sou feliz por tê-los ao meu lado. Obrigada, buddies!


E antes que o texto fique meloso e volte a ser a retrospectiva que é há quatro anos, encerro aqui o meu balanço geral do que foi para mim 2011: uma porta para um futuro brilhante e ainda melhor do que eu espero ou ousei sonhar. Estou pronta para você, 2012!  Pode chegar, porque você vai ser um dos melhores anos da minha vida!!!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Compassado

Ele não ia ligar. Eu já sabia que ele não ia ligar, mas mesmo assim eu passei a tarde colada no telefone esperando um mísero sinal. Não tocou, não chamou, não apitou e eu nem consegui ouvir minha música favorita ecoando pela casa. Não tinha vida naquele aparelho. Não tinha vida dentro de mim. No fundo eu já tinha previsto essa cena. Take quatro mil da mesma cena que se repete cada vez que eu acho que eu encontrei um novo amor. E eu sou realmente boa nisso. Sou boa na função de apaixonada em tempo integral. Sou boa também em criar expectativas, em desejar demais, em esperar demais e, claro, em quebrar a cara demais. Tanto sou boa nisso que, hoje, nem doeu. O mesmo roteiro, a mesma cena repetida, acabou com um final diferente. O novo corte no coração já esfacelado não ardeu, não queimou. O buraco se abriu e se fechou antes que eu pudesse me dar conta do que estava acontecendo. Voltei a fase de inércia. Meu coração parou de bater desesperado e aprendeu um ritmo cadenciado. Ele já sabe se acalmar e aplacar a dor. Já não dói mais quando o telefone não toca. Ele pode continuar batendo mesmo assim.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TOP FIVE: Cantores para conhecer

Sou apaixonada por música. Gosto de descobrir novidades, desenterrar artistas e de manter no play as músicas mais badaladas do momento. Por isso, separei cinco cantores que eu não tiro do Ipod de jeito nenhum. Talvez vocês já conheçam alguns, ou até mesmo todos eles. Talvez vocês não saibam quem são e estão perdendo a mágica de ouvir essas vozes sensacionais. Aqui tem música para todos os gostos e letras para todas as situações. Afinal, músicas podem mudar todos os momentos e existe uma trilha sonora para tudo nessa vida.



5. Luis Fonsi. Nascido em San Juan, Porto Rico, dava sinais da veia musical desde menino. Aos 18 anos gravou seu primeiro disco, "Comenzaré", o que lhe rendeu o reconhecimento da revista Billboard como "artista revelação latino". Além disso, recebeu o impulso necessário para a gravação do segundo albúm "Eterno" através do produtor Rudy Pérez. Foi com esse disco que Luis Fonsi alcançou o mercado internacional com o hit "Imagíname sin ti". Em 2002, gravou um cd recheado de baladas românticas combinadas com funk e hip-hop intitulado "Amor Secreto". Daí surgiram sucessos como "Quisiera poder olvidarme de ti", "Amor Secreto" e "Irresistible". O álbum também foi lançado em inglês com o título de "Fight the Felling". No ano seguinte, saiu com "Abrazar la vida" onde apresentava músicas com suas raízes porto riquenhas. Mas foi em 2006 com o sucesso de "Nada es para siempre", canção do albúm "Paso a Paso" que Fonsi conseguiu atingir o ápice da carreira: foi indicado ao Grammy Latino daquele ano. Seu último trabalho "Palabras del Silencio" foi lançado em 2008 deixando o single "No Me Doy por Vencido" em primeiro lugar na lista da Billboard. Muito conhecido em países da America Latina, Luis Fonsi ainda não teve chances de pisar em solo brasileiro para mostrar seu talento.


Minha playlist: Amor Secreto, Llueve por dentro e Si tu quisieras




4. Kate Voegele. Nascida em Ohio, Estados Unidos, merece
destaque por ser compositora e atriz, além de cantora. Kate despertou o interesse de algumas gravadoras depois de algumas demos. A primeira "The Other Side" (2003) foi produzida pelo premiado Michael Seifert enquanto a segunda, "Louder Than Words" de 2004 ficou a cargo de Marshall Altman. Em 2006 a cantora fechou contrato com a MySpace Records e, no ano seguinte, lançou seu albúm de estréia "Don't Look Away" com mais de duzentas mil cópias vendidas. Desde 2008 Kate faz parte do elenco da série One Tree Hill do canal CW interpretando a rockstar Mia Catalano. Muitas de suas músicas foram incorporadas aos episódios do seriado garatindo destaque a cantora que lançou seu segundo álbum em 2009. "A Fine Mess" vendeu 37 mil cópias na semana de estréia nos Estados Unidos.


Minha playlist: You Can't Break a Broken Heart, It's Only Life e Kindly Unspoken




3. Tiago Iorc. Nascido em Brasília, Brasil, mudou-se para a Inglaterra ainda bebê. De volta ao país, estudou guitarra, piano e violão. Aos 16 anos foi convidado para ser o vocalista de sua primeira banda. Em 2007, ganhou o V Festival Universitário de Música da PUC do Paraná na categoria voz e instrumento com a música "Scared". Mas foi com "Nothing But a Song" que o cantor de voz melódica e baladas pop românticas ficou conhecido. A música entrou na trilha sonora da novela teen global Malhação. Em 2008, outra música de Iorc virou tema de novela: "Scared" emplacou na trilha internacional de Duas Caras. Em A Favorita, a canção "Blame" foi a escolhida também para a trilha internacional. Já em 2009, para garantir o sucesso do garoto, sua regravação de "My Girl" - sucesso da banda de The Temptations e tema do filme Meu Primeiro Amor (My Girl em inglês) - fez parte da trilha sonora da novela Viver a Vida. Tiago Iorc só lançou um álbum em sua carreira, "Let Yourself In". Tudo indica que o rapaz esteja produzindo novas músicas e em breve apresentará novidades.

My playlist: No One There, It's not time e There's more to life




2. Jason Derulo. Nasceu na Flórida, Estados Unidos e é um artista completo. Cantor, compositor, ator e dançarino, escreveu sua primeira canção "Crush on You" aos oito anos de idade. Estudou ópera, teatro e ballet na Dillard Center for the Arts na Flórida e graduou-se na American Musical and Dramatic Academy em Nova Iorque. Depois de produzir diversos álbuns e escrever canções para artistas como Sean Kingston, Derulo foi descoberto por J.R.Rotem, que assinou contrato com ele na Beluga Heights e Warner Bros. Record. Em agosto de 2009, o cantor lançou seu single de estréia "Whatcha Say" que alcançou o topo da Bilboard três meses depois, em novembro e teve mais de dois milhões de vendas digitais. Em dezembro do mesmo ano, foi lançado o segundo single "In My Head" que atingiu a quinta posição na lista. No ano passado, Jason lançou sem primeiro albúm que traz seu nome como título. Em fevereiro de 2010, o terceiro single "The Sky's the Limit" foi lançado no MySpace seguido do hit "What If". Jason Derulo foi o responsável pelos shows de abertura de bandas como o Black Eyed Peas e foi indicado ao prêmio de Artista Revelação no último VMA (Video Music Awards) produzido pela MTV.


My playlist: What If, Fallen e Love Hangover



1. Bethany Joy Galeotti. Nasceu na Flórida, Estados Unidos e estudou com Richard Barrett, diretor da Brooklyn College of Opera, em Nova York, e Eric Vetro, um professor vocal de grande renome em Los Angeles. Mas ficou conhecida mesmo através de sua personagem Haley James Scott na série One Tree Hill do Canal CW. Bethany fez diversos musicais no teatro com destaque para The Wizard of Oz (O mágico de Oz) e Cinderella, e também participou das séries Charmed, Felicity e The Guardian. Em 2006, gravou um álbum para a Epic Records, da Sony BMG. Em One Tree Hill, apresentou várias de suas músicas em alguns dos episódios já que, sua personagem, é uma exímia cantora. Atualmente, Bethany divide o palco com a amiga Amber Sweeney na banda Everly que já lançou dois EP's, Mission Bell e Fireside. A cantora é casada com Michael Galeotti, membro da extinta banda Enation, com quem escreveu e gravou "Feel This".

My playlist: Feel This, Songs in My Pocket e If You're Missing (Come On Home)